Mil manifestantes permanecem cercando a sede do Governo tailandês

Bangcoc, 25 fev (EFE).- Mil de partidários do ex-primeiro-ministro da Tailândia Thaksin Shinawatra, deposto em 2006 por um golpe de Estado, continuam hoje reunidos, segundo dia consecutivo, em frente à sede do Governo e ao Ministério de Relações Exteriores para exigir a convocação de eleições antecipadas.

EFE |

O primeiro-ministro tailandês, Abhisit Vejjajiva, conseguiu passar pelos manifestantes e chegar para trabalhar, ajudado por policiais e soldados.

"O primeiro-ministro e eu mesmo viemos trabalhar como qualquer dia. Graças aos manifestantes por não violar a lei e aos oficiais que nos trouxeram ao escritório com paciência", disse o vice-primeiro-ministro, Suthep Thaugsuban.

Ontem, cerca de 10 mil simpatizantes de Shinawatra retomaram os protestos contra o atual Governo para exigir eleições antecipadas.

Os manifestantes se concentraram frente à sede do Executivo, no centro velho de Bangcoc, onde permanecerão até a quinta-feira, segundo os organizadores do protesto.

"Os líderes deste Governo visitaram muitos países para ganhar reconhecimento, mas todo o mundo sabe que Tailândia é uma ditadura mascarada", afirmou um dos dirigentes do protesto, Jakrapop Penkhair.

Os manifestantes, da Frente Unida para a Democracia e Contra a Ditadura (UDD), acusam o Governo de haver chegado ao poder mediante um golpe de Estado encoberto, em alusão ao Supremo Tribunal que dissolveu por fraude eleitoral três dos principais partidos da coalizão que governava o país, em dezembro do ano passado. EFE grc/jp

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