Mil cidades iluminam monumentos mais famosos contra pena de morte

Roma - Mil cidades, entre as quais se encontram 50 capitais, iluminaram, no sábado à noite, seus monumentos mais emblemáticos contra a pena de morte, segundo os organizadores do Cidade pela vida, cidade contra a Pena de morte, impulsionado pela comunidade cristã laica de SantEgidio.

EFE |

"Desde o Coliseu de Roma à Praça de Santa Ana em Madri; do Obelisco Central de Buenos Aires ao Palácio da Moeda em Santiago do Chile; do Atomium de Bruxelas à Praça da Catedral de Barcelona, se iluminaram", explica a comunidade cristã em comunicado.

Cidades como Roma, Bruxelas, Berlim, Madri, México, Buenos Aires, Porto Rico, Viena, Paris, Bogotá, Santiago do Chile, Maputo, Dacar, Dallas, Toronto, Praga, Nápoles ou Veneza fizeram um grande apelo mundial para colocar fim a todas as penas de morte.

A iniciativa foi realizada no aniversário da primeira abolição, por parte de um estado, da pena capital, que aconteceu em 30 de novembro de 1786 por iniciativa do grão-duque Pietro Leopoldo na Toscana.

Uma nota divulgada hoje pela comunidade de Sant'Egidio lembra que faltando um ano da moratória aprovada pela ONU, o secretário-geral Ban Ki-moon afirmou que existe uma tendência em direção à abolição da pena capital.

Em 2008, Burundi e Uzbequistão se somaram aos países que aboliram a pena de morte, enquanto no final de 2007 Quirguistão, Ruanda e Gabão a tinham eliminado de sua legislação, assim como o estado americano de Nova Jersey, acrescenta.

Na Ásia também foram dados passos positivos, embora a China continue sendo o país com mais execuções, enquanto em Líbano, Paquistão, Coréia do Sul e Taiwan vislumbram-se mudanças importantes em nível legislativo e de opinião pública, afirma.

O comunicado destaca que a "África, mais pobre e com mais conflitos que outros continentes, distingue-se por uma tendência rumo à diminuição constante das execuções e a um aumento dos países que aplicam a moratória de fato".

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