Mídia chinesa alerta Japão sobre escalada na disputa por ilhas

Advertência é dada um dia após Pequim suspender intercâmbio de alto nível depois que Tóquio estendeu prisão de capitão chinês

iG São Paulo |

A mídia chinesa advertiu o Japão nesta segunda-feira de que está arriscando a intensificação de represálias do país por causa de uma disputa por águas territoriais e afirmou que muitos no país apoiam o uso da força militar para resolver a antiga reivindicação por pequenas ilhas nessa área.

AP
Ciclista passa em frente de policiais paramilitares chineses que patrulham Embaixada do Japão em Pequim
O governo da China suspendeu no domingo o intercâmbio de alto nível com o Japão e ameaçou adotar novas medidas depois de um tribunal japonês ter decidido estender até 29 de setembro a prisão de Zhan Qixiong, capitão de um pesqueiro que colidiu no começo do mês com duas embarcaçoes da Guarda Costeira do Japão, perto das ilhas reivindicadas pelos dois países.

"A China deveria ter um conjunto de planos para impor mais sanções ao Japão, conduzindo uma batalha diplomática com o Japão por meio de retaliações sucessivas", diz em editorial o jornal Global Times, um tabloide popular com foco em assuntos internacionais.

O jornal também publicou uma pesquisa feita online, segundo a qual 96% das pessoas que responderam disseram apoiar o uso da força militar para resolver a disputa sobre as ilhotas, chamadas de Diaoyu pela China e Senkaku pelo Japão.

Retaliações

Em retaliação à extensão da prisão de Qixiong, a China suspendeu seus laços ministeriais com Tóquio e interrompeu seus contatos de voos comerciais e um encontro bilateral sobre recursos minerais, anunciou o vice-ministro de Assuntos Exteriores, Wang Guangya.

Segundo informou nesta segunda-feira o jornal "Xin Beijing", Wang assinalou que "foi adiado um encontro bilateral sobre recursos minerais e o número de cidadãos chineses que realizam visitas turísticas ao Japão já se reduziu", acrescentou.

Além disso, Wang apresentou na noite de domingo um novo protesto solene perante o embaixador japonês no gigante asiático, Uichiro Niwa, a quem comunicou a grande indignação da China perante a decisão de Tóquio de estender a detenção do capitão chinês acusado de colidir com seu navio com duas patrulheiras japonesas em águas disputadas por ambos os países.

*Com Reuters e AFP

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