Microsoft inaugura telescópio virtual que permite visualizar corpos celestes

Paula Gil San Francisco, 13 mai (EFE).- O grupo de informática americano Microsoft chegou finalmente ao espaço com ao colocar hoje em funcionamento o WorldWide Telescope, um telescópio virtual com o qual os usuários de internet poderão explorar 1,2 milhões de galáxias.

EFE |

Esse serviço gratuito mostra imagens registradas por alguns dos mais potentes telescópios do mundo como o Hubble ou o Spitzer Space, e permite aos internautas localizar estrelas ou planetas da mesma forma que os mapas na Internet permitem encontrar uma rua.

O telescópio coloca a Microsoft na peculiar "corrida espacial" iniciada por alguns grandes grupos tecnológicos como o site de buscas Google, que há dois meses lançou o Google Sky, seu próprio serviço para explorar o espaço.

"O WorldWide Telescope é uma poderosa ferramenta para cientistas e educadores que torna possível que qualquer um possa explorar o universo", disse Bill Gates, presidente e co-fundador da Microsoft, em comunicado distribuído hoje pelo grupo.

"Nossa esperança é de que (o projeto) inspire as pessoas jovens a explorar a ciência e a astronomia e ajude os pesquisadores em sua tarefa de entender melhor o universo", acrescentou.

A Microsoft destacou que o projeto é dedicado à memória do cientista americano Jim Gray, membro da Microsoft Research que desapareceu no ano passado enquanto navegava em um veleiro próximo a San Francisco.

Para usar o telescópio virtual os usuários precisam entrar no site www.worldwidetelescope.org e baixar no site um aplicativo.

Uma das principais características do serviço é que permite criar visitas guiadas por determinadas partes do céu. Os usuários podem inserir comentários, música e compartilhar estes tours multimídia com fanáticos da astronomia.

Em uma das visitas que já estão disponíveis, Alyssa Goodman, astrônoma da Universidade de Harvard, explica, por exemplo, como se condensa o pó da Via Láctea para formar estrelas e planetas.

O telescópio virtual da Microsoft permite não só ver a localização de corpos celestes no espaço, mas também seu aspecto no passado ou no futuro e inspecionar o universo com diferentes longitudes de onda.

O WorldWide Telescope foi desenvolvido por alguns dos principais cérebros da Microsoft e é voltado tanto para os usuários particulares como para a comunidade científica.

O grupo projeta lançar, inclusive, uma versão para profissionais no futuro.

Google Sky, por sua vez, foi fruto de um processo diferente.

A ferramenta nasceu quase como um hobby nos 20% do tempo de trabalho que o site permite seus empregados dedicar a idéias próprias.

Algumas delas, como o serviço de e-mail Gmail, se transformaram em grandes sucessos para a empresa.

O serviço é simples de utilizar, embora a qualidade das imagens seja às vezes melhorável, e os usuários podem inserir informação adicional como acontece no Google Earth ou no Google Maps.

Os usuários do programa podem dar zoom sobre as fotos, escutar podcast sobre os objetos celestes ou ter acesso a informações como quanto tempo levaria para chegar da Terra a qualquer ponto do universo. EFE pg/fb

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