Microcréditos são saída financeira para quem tem HIV, dizem especialistas

México, 7 ago (EFE) - Os sistemas de microcréditos podem ser uma alternativa financeira viável para os infectados com o vírus do HIV, comumente discriminados pelas instituições bancárias tradicionais, e servir como um caminho para prevenir a doença entre os mais pobres, defenderam hoje especialistas no tema.

EFE |

A indiana Priya Nanda, do Centro Internacional para a pesquisa sobre a Mulher, uma organização com base em Washington (Estados Unidos), apontou durante um fórum de debate que os microcréditos podem ter um impacto na aids, já que essa doença está intimamente ligada à pobreza.

Nanda, que conduziu vários projetos em Nova Délhi, assinalou, durante o penúltimo dia da 17ª Conferência Internacional sobre Aids (Aids 2008), que este tipo de empréstimos pequenos pode ajudar famílias ou indivíduos com esta doença, evitando que caiam na pobreza extrema.

Além disso, este tipo de assistência financeira em pequena escala poderia ter um impacto potencial na prevenção da doença, porque as pessoas ao terem uma melhor situação econômica têm mais capacidade "para tomar decisões".

No caso das mulheres, elas podem "negociar melhor o uso do preservativo com parceiro" ao ter mais recursos, o que reduz o estresse econômico dentro do núcleo familiar e lhes dá mais independência em relação ao homem, declarou.

No entanto, a especialista disse que os microcréditos enfrentam o desafio de chegar às povoações com mais risco de contrair a aids, na medida em que as pessoas são as que voluntariamente pedem este instrumento financeiro e não o contrário.

Por outro lado, estes instrumentos "não atacam as raízes estruturais da pobreza e são dificilmente sustentáveis sem a ajuda de subsídios", manifestou a especialista em declarações à Agência Efe. EFE jd/bm/db

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