Microbicida reduziu infecção de HIV em 30%, aponta estudo

Toronto (Canadá), 9 fev (EFE).- Um gel microbicida vaginal em desenvolvimento conseguiu reduzir em 30% o risco de contrair a infecção do vírus de imunodeficiência humana (HIV), causador da aids.

EFE |

Esta é a primeira vez em que um microbicida consegue reduzir a transmissão do vírus.

Os resultados do estudo, patrocinado pela organização Institutos Nacionais de Saúde (NIH, na sigla em inglês), a agência do Departamento de Saúde dos EUA encarregada de pesquisa médica, foram apresentados hoje na 16ª Conferência sobre Vírus e Infecções (CROI), em Montreal.

O estudo assinalou que as mulheres que receberam o produto PRO 2000, desenvolvido pela empresa Indevus Pharmaceuticals, tiveram aproximadamente 30% menos risco de serem infectadas pelo HIV do que aquelas que receberam um placebo ou nenhum produto vaginal.

Segundo a empresa, este é o primeiro estudo que sugere que um microbicida pode prevenir a transmissão sexual do HIV de homem a uma mulher, "embora seus efeitos benéficos não tenham alcançado uma proporção significante".

Os testes do PRO 2000 foram feitos em sete clínicas de Malauí, Zimbábue, África do Sul, Zâmbia e Estados Unidos a partir de 2005, com a participação de 3.100 mulheres não infectadas com o HIV.

As participantes se dividiram em quatro grupos. Um deles recebeu PRO 2000; outro, o BufferGel (outro microbicida em forma de gel); o terceiro; um placebo, enquanto o último grupo não usou nenhum produto.

Durante o estudo, que durou de 12 a 30 meses, houve 194 infecções de HIV. Destes, 36 foram entre mulheres que utilizaram PRO 2000.

Nos outros grupos, as infecções foram 54 com BufferGel, 51 com o placebo e 53 com as que não usaram nenhum produto.

Atualmente, está em andamento uma segunda série de testes sobre segurança e efetividade do PRO 2000, patrocinada pelo Conselho de Pesquisa Médica do Reino Unido (MRC) e que deve ser concluída em me meados deste ano.

A Indevus disse que, se demonstrar a segurança e efetividade do produto, a companhia "tem a intenção de solicitar a aprovação de sua comercialização no mundo todo e planeja trabalhar com agências governamentais e outras organizações para garantir o acesso ao produto". EFE jcr/jp

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