Michelle Obama visita o Haiti antes de seguir para o México

PORTO PRÍNCIPE (Reuters) - Michelle Obama fez uma visita surpresa ao Haiti na terça-feira no início de sua primeira viagem internacional como primeira-dama dos Estados Unidos desacompanhada do marido. A esposa de 46 anos do presidente Barack Obama fez uma parada em Porto Príncipe, a capital haitiana, a caminho para uma visita ao México, entre 13 e 15 de abril. Ela chegou com Jill Biden, mulher do vice-presidente norte-americano, Joe Biden.

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Imediatamente depois do terremoto catastrófico de 12 de janeiro que, segundo o governo do Haiti, pode ter matado mais de 300 mil pessoas, o presidente Obama determinou que milhares de soldados e equipes de ajuda humanitária norte-americanos liderassem uma enorme iniciativa internacional para ajudar o empobrecido país caribenho.

"A primeira-dama Michelle Obama e a dra. Jill Biden estão visitando o Haiti a fim de salientar ao povo haitiano e ao governo haitiano o compromisso contínuo dos EUA para ajudar na recuperação e reconstrução do Haiti, especialmente à medida que entramos na temporada das chuvas e dos furacões", disse a Casa Branca em um comunicado.

Michelle Obama e Jill Biden sobrevoaram a capital devastada de helicóptero antes de encontrarem os líderes haitianos.

Embora a maioria dos haitianos tenha elogiado a assistência dos EUA, muitos questionaram por que Barack Obama, o primeiro presidente norte-americano negro, ainda não visitou o Haiti, cuja independência em 1804 após uma revolta dos escravos criou a primeira república negra independente.

A visita de Michelle Obama pode de certa forma acalmar tais sentimentos em um país - situado a apenas duas horas de avião dos EUA - onde seu marido é muito popular.

Outros líderes, como o presidente francês, Nicolas Sarkozy, o premiê canadense, Stephen Harper, e uma série de presidentes latino-americanos, incluindo o brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, visitaram o Haiti depois do terremoto, classificado por alguns especialistas como o desastre natural mais letal da história moderna.

(Reportagem de Joseph Guyler Delva)

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