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Michelle Obama será mais que uma primeira-mamãe na Casa Branca

Michelle Obama, que pretende cuidar antes de mais nada de suas duas filhas na Casa Branca, poderá também desempenhar um papel político importante junto ao esposo, incorporando um modelo de sucesso tanto familiar quanto profissional.

AFP |

Michelle Obama, que completará 45 anos dia 17 de janeiro, vai se tornar três dias depois a primeira-dama mais jovem da história dos EUA após Jackie Kennedy. Alta e esbelta, ela é muito observada em seu estilo pelo pequeno mundo da moda.

Oficialmente, a futura "First Lady" se defende de toda ambição política no palácio presidencial.

"Mesmo como primeira-dama, meu primeiro trabalho continuará a ser o de mãe", disse à imprensa antes da eleição, referindo-se às filhas Malia, 10 anos, e Sasha, 7 anos.

"Minha prioridade será sempre fazer com que nossas filhas estejam bem de saúde e mantenham o pé no chão, como crianças normais: deveres, arrumações, dança e futebol", afirmou ela, que se apresenta como uma futura "primeira-mamãe".

Michelle Obama pretende continuar a seguir de perto a vida cotidiana das famílias americanas, particularmente as mulheres, como fez durante a campanha eleitoral.

"Michelle quer continuar trabalhando com o que gosta: apoiar as famílias dos militares, ajudar as mulheres que tentam conciliar trabalho e vida de família, e incentivar as boas ações", segundo o site da equipe de transição.

Mas, a longo prazo, esta brilhante jurista diplomada na prestigiada universidade Harvard poderá ir mais longe, um pouco como Hillary Clinton, que durante a presidência de seu marido lançou uma reforma do seguro-saúde... que acabou sendo rejeitada pelo Congresso.

O historiador Robert Watson, da Universidade Lynn (Flórida, sudeste), lembrou que Michelle Obama, verdadeira "Super-woman" ganhava melhor sua vida do que seu senador e marido como vice-presidente do hospital universitário de Chicago, onde ela acaba de pedir demissão.

"Ela chega mais bem preparada do que nenhuma outra primeira-dama para administrar marido, filhas e vida pública", disse. "Terá uma certa classe e uma experiência considerável para exercer esta profissão", prevê o historiador, lembrando que a primeira-dama tem um papel de decisão muito importante na Casa Branca, não apenas na organização de jantares de Estado.

"Michelle será uma grande primeira-dama", disse E. Faye Williams, presidente da Organização nacional das mulheres negras (NOBW), que espera que a senhora Obama se engaje mais diretamente em política assim que suas filhas estiveram mais bem adaptadas à Casa Branca, com a ajuda da própria mãe.

"É uma mulher dedicada, ela sabe o que quer, ela trabalhou toda sua vida e é uma mãe formidável. Ela conseguirá tudo o que decidir realizar", disse Williams.

"E inclusive uma eventual candidatura à sucessão de seu marido em alguns anos? É possível", responde Williams, que acompanhou o casal Obama durante a campanha. "Assim que ela sentir isso na pele, poderá obter suas próprias vitórias".

Williams vê na primeira-dama negra da história americana um modelo para sua comunidade, junto à qual ela já quebrou esteriótipos. "Ela vai nos deixar orgulhosas do que somos", afirmou.

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