Michelle Obama pede doações ao Haiti

Washington, 14 jan (EFE).- A primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, fez hoje um apelo para que os americanos acessem o site da Casa Branca e façam doações às vítimas do terremoto no Haiti.

EFE |

"A situação (no Haiti) não vai ser de semanas ou meses, é algo ao que teremos que prestar atenção por muitos anos", disse a primeira-dama, que expressou sua solidariedade ao povo haitiano.

O Governo americano "está focado em enviar rapidamente a maior quantidade possível de recursos para conseguir salvar o maior número possível de vidas", disse Michelle ao abrir um discurso a funcionários do Departamento de Trabalho.

A primeira-dama, comovida pelo "profundo sofrimento" do Haiti, destacou o esforço da Cruz Vermelha, que está distribuindo água, comida e remédios no país centro-americano, artigos "vitais nas primeiras 48-72 horas pós-desastre".

Michelle, que gravará para a Cruz Vermelha um anúncio pedindo ajuda às vítimas da tragédia, também manifestou todo o apoio dos EUA aos esforços para amenizar o "sofrimento do povo" haitiano, "devastado por um desastre".

A Casa Branca, assim como outros órgãos oficiais da Administração americana, publicou em seu site um link para que os americanos possam fazer doações diretas à Cruz Vermelha e um número de telefone celular a partir do qual a população pode doar US$ 10 enviando uma mensagem de texto com a palavra "HAITI".

"Vamos ajudar nossos amigos no Haiti neste momento em que ele precisam urgentemente de nós", pediu a primeira-dama.

O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 (Brasília) de terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, a capital do país. A Cruz Vermelha do Haiti estima que o número de mortos ficará entre 45 mil e 50 mil.

Ontem, o primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, havia falado de "centenas de milhares" de mortos.

O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 14 militares do país que participam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.

A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no tremor. EFE elv/sc

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG