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Michelle Obama mostrará na Convenção Democrata que o marido é um cara comum

Michelle Obama, que será a primeira primeira-dama negra se seu marido, Barack Obama, for eleito presidente dos EUA em novembro, terá o privilégio na noite desta segunda-feira de abrir a 45ª convenção democrata em Denver (Colorado, oeste).

AFP |

Michelle Obama, que chegou em Denver acompanhada de suas filhas Malia, 10 anos, e Sasha, de 7 anos, de sua mãe, Marian Robinson, de seu irmão Craig Robinson e da irmã de Obama, Maya Soetoro-Ng, deve tentar passar na convenção uma imagem de Obama, como "um cara comum", para apagar a imagem que os republicanos divulgam do adversário.

"Minha mulher Michelle falará a vocês na noite de segunda-feira e vocês terão uma percepção de quem ela é, quais são nossos valores e como nós educamos nossas filhas", declarou Obama no domingo, dirigindo-se a seus eleitores durante um churrasco partidário à beira de um lago em Eau Claire, Wiscosin, quando reclamou que os republicanos estão fazendo uma campanha destinada a criar terror a respeito de sua pessoa.

"Acho que vocês concluirão que será algo parecido com isso: ele veio da classe média, se formou , teve que pagar empréstimos estudantis, ele e sua esposa tiveram que se preocupar com a criação dos filhos pensar como reunir fundos para pagar sua faculdade", afirmou.

O candidato democrata à Casa branca tenta desfazer assim a imagem que seus adversários passam dele: um elitista, mais próximos de estrelas como Britney Spears ou Paris Hilton do que dos americanos médios.

O pai de Barack Obama, um estudante do Quênia, abandonou sua esposa com as crianças quando Barack tinha dois anos de idade. Quando nasceu, sua mãe, Ann Dunham, tinha apenas 18 anos e não tinha emprego fixo.

A história Michelle Obama teve também uma trajetória como num conto de fadas americano. "Eu sou representante de uma estatística singular. Uma moça negra, educada em South Side (um bairro muito pobre) de Chicago... Nem sei como estou aqui", contou.

Pais e filhos viviam a quatro em dois cômodos. Seu pai, Frazer Robinson, empregado da prefeitura, trabalhou toda sua vida, apesar de uma esclerose múltipla. Marian, sua mãe, educou as crianças. Michelle conseguiu mesmo assim entrar para a prestigiosa universidade de Princeton em 1981.

Depois de Princeton, ela entrou para a faculdade de direito de Harvard e se tornou advogada num gabinete de negócios em Chicago. Foi lá que ela encontrou seu futuro marido.

Depois do casamento em 1992, ela deixou o setor privado para trabalhar na prefeitura de Chicago, depois no hospital universitário do qual ela é hoje vice-presidente encarregada das relações exteriores.

A imprensa, assim como Cindy McCain, a esposa do candidato republicano, colocaram seu patriotismo em dúvida quando ela declarou em fevereiro a uma multidão de eleitores: "Pela primeira vez na minha vida adulta, estou realmente orgulhosa de meu país".

"Claro que amo meu país e em nenhum outro lugar do mundo minha história poderia ter sido possível", explicou mais tarde a senhora Obama que tem apoio de peso na pessoa de Laura Bush, a mulher do presidente George W. Bush, que não poupa elogios a ela.

aje/lm

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