Washington, 18 jun (EFE) - Michelle Obama, esposa do virtual candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, é mais popular que Cindy McCain, mulher do aspirante republicano, John McCain, segundo uma pesquisa publicada hoje. O estudo, divulgado pelo jornal The Washington Post, não analisa, como é comum, a simpatia despertada pelos dois candidatos que se enfrentarão nas urnas pela Presidência dos Estados Unidos em 4 de novembro, mas sim a de suas esposas. Segundo a pesquisa, Michelle Obama é vista como uma pessoa sentimental e com personalidade, o que faz com que seja escolhida por 48% dos americanos, enquanto apenas 39% dizem simpatizar com Cindy McCain. No entanto, 36% dos consultados não têm opinião formada sobre Cindy, percentual que chega a 23% no caso de Michelle, algo que os assessores poderiam utilizar como trunfo para conseguir mais votos. Assim, às atividades realizadas pelos candidatos por todo o país se somam as desenvolvidas por suas esposas paralelamente. Por exemplo, esta semana a atenção se centrou em uma viagem de Cindy para dar apoio às crianças necessitadas do Vietnã - onde seu marido foi prisioneiro de guerra por mais de cinco anos -, e no discurso de Michelle em um popular programa de televisão da cadeia ABC. A pesquisa mostra as diferenças entre os partidários de ambas as mulheres. O maior apoio da esposa de Obama vem dos negros (84%), seguidos dos liberais (66%) e dos jovens de entre 18 e 29 anos (61%), faixas da popu...

Em torno de 62% dos republicanos manifestam sua simpatia pela esposa de John McCain, mas entre os mais conservadores seu apoio é de 46%, 20 pontos abaixo do que recebe Michelle dos liberais.

As esposas dos candidatos estão em evidência nestes dias porque são alvo das críticas dos opositores de seus maridos.

Assim, Michelle foi acusada de ter usado a palavra "whitey", um termo depreciativo para se referir ao homem e à sociedade branca, e a campanha de seu marido abriu um site (www.fightthesmears.com) para desmentir este tipo de boatos, os quais dizem ser falsos.

Segundo uma notícia publicada hoje no "The New York Times", os assessores de Obama estão pensando em dar uma nova imagem a Michelle.

Ela esteve na mira dos conservadores desde que, em fevereiro, afirmou, por causa da entusiasmada resposta popular à mensagem de mudança de Obama, que era a primeira vez em sua vida na qual se sentia "realmente orgulhosa" dos Estados Unidos.

Os colunistas mais conservadores a acusaram de ser "antipatriota" e de "semear o ódio racial" por estes comentários. EFE elv/db

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