Um perfil se referiu à primeira-dama americana, que estreou essa semana na rede de microblogs, como 'negra brava' e 'gorda'

A primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, que estreou um perfil no Twitter na última quinta-feira, recebeu mensagens agressivas e insultos por meio da rede de microblogs.

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Primeira-dama dos EUA, Michelle Obama, discursa na Igreja Regina Mundi no bairro de Soweto, Johanesburgo, África do Sul (22/06)
AP
Primeira-dama dos EUA, Michelle Obama, discursa na Igreja Regina Mundi no bairro de Soweto, Johanesburgo, África do Sul (22/06)

"'Negra brava' e gorda Michelle Obama começou no Twitter. Cansada das férias Michelle Gorda?", escreveu o dono do perfil Barack Obama Lies (Barack Obama Mente) sobre a nova conta da primeira-dama.

Um outro perfil, Just Call Me Master, publicou a seguinte mensagem para a primeira-dama: "@MichelleObama está no Twitter. Ótimo! Nós podemos todos dizer a ela o quanto a odiamos".

O perfil de Michelle foi criado visando às eleições presidenciais dos EUA nas quais Barack Obama tentará a reeleição. A equipe de campanha informou, por meio do perfil de Michelle no microblog (@MichelleObama), que a conta terá conteúdos escritos pela esposa do presidente, que serão assinados com suas iniciais (-mo), e outros criados por assessores da campanha presidencial, seguindo o mesmo sistema do Twitter do presidente Barack Obama.

Em seu segundo dia na rede, Michelle Obama somou mais de 260 mil seguidores, mas "segue" até agora apenas seis perfis, inclusive o do presidente, da Casa Branca e do diretor da campanha democrata, Jim Messina.

Os gerentes da conta definiram o perfil virtual de Michelle Obama como "uma nova via para conectar-se com a primeira-dama e a campanha do presidente".

Atualmente, o presidente Obama conta com 11,8 milhões de seguidores no Twitter. Após um uso pioneiro durante a campanha de 2008 das redes sociais, Obama manteve a presença na rede durante seu mandato e em julho do ano passado realizou uma entrevista via Twitter, que atraiu especialmente os jovens americanos.

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A campanha para a reeleição de Obama e o Comitê Nacional Democrata informaram que arrecadaram US$ 68 milhões entre outubro e dezembro do ano passado, o que eleva para mais de US$ 220 milhões a receita para as eleições de novembro.

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