Michelle Obama e Cindy McCain contrastam em estilos e experiências

María Peña Washington, 28 jul (EFE).- No concurso para o cargo de primeira-dama dos Estados Unidos a democrata Michelle Obama e a republicana Cindy McCain contrastam em estilos, experiências e ativismo social, e em breve uma delas irá ocupar um posto influente como assessora e confidente do presidente americano.

EFE |

A obsessiva cobertura midiática dos candidatos presidenciais, o democrata Barack Obama e o republicano John McCain, rivaliza com a apuração que recebem - queiram ou não - suas esposas, duas profissionais que conquistaram a fama por mérito próprio.

Michelle Obama, uma advogada de 44 anos, e Cindy McCain, uma empresária milionária de 54, não podiam ser mais diferentes: a primeira é extrovertida e provém de uma família da classe trabalhadora de Chicago (Illinois), enquanto a segunda é mais "tímida" e filha única de uma família com muito dinheiro de Phoenix (Arizona).

Obama é mais reconhecida pelos eleitores, talvez pelas críticas que recebe dos republicanos.

Já Cindy opta por um perfil no qual se destacou seu calado ativismo em Ruanda, onde em 1994, segundo lembrou recentemente, sentiu "o cheiro da morte" ao visitar refugiados do genocídio.

Ela também demonstrou coragem para superar, por exemplo, sua dependência dos analgésicos e seu medo de voar, obtendo inclusive sua licença de piloto em segredo para fazer uma surpresa ao senador republicano.

Ambas se graduaram em prestigiosas universidades e se aproximam da Casa Branca por rotas diferentes, mas compartilham "o amor à pátria e a convicção de melhorar a vida nos EUA", disseram em entrevista à Agência Efe duas amigas íntimas de Michelle e Cindy, que acreditam que ambas continuarão seu agitado ritmo como ativistas.

"Estou convencida de que se Michelle chegar à Casa Branca continuará sua luta pelo bem-estar das crianças e das mulheres, como já faz", disse Yvonne Dávila, uma amiga porto-riquenha de Michelle há 20 anos em entrevista por telefone de Chicago.

"Ela colocou todo seu empenho em ajudar um homem fascinante a se transformar em presidente. Ama seu país, ama seu marido e acredita em seu trabalho", acrescentou Dávila, que se descreveu como "quase uma irmã de Michelle".

As filhas de Dávila são da mesma idade de Malia e Sasha Obama, de 10 e 7 anos, respectivamente, por isto elas se ajudam "com o cuidado das meninas" e as levam "a suas aulas de futebol ou balé", entre outras atividades.

Dávila acrescentou que, apesar das pressões eleitorais, "Michelle sabe equilibrar o lar, seu trabalho e as atividades de suas filhas".

Com igual admiração e carinho expressou-se Sharon Harper a respeito de Cindy, descrita pela amiga como "cortês e educada, honesta, respeitosa e muito dedicada ao bem-estar dos demais".

Basta ver o trabalho que durante décadas Cindy fez em lugares como Nicarágua, Kuwait, Bangladesh e Ruanda, sua atuação junto a crianças com doenças congênitas e seu compromisso para combater a pobreza, disse Harper em conversa em Sedona (Arizona).

Além disso, contribuiu com entidades humanitárias como Halo, Care e Operation Smile. Retornou de Ruanda na última quinta, onde esteve pela primeira vez em 1994 com uma delegação que organizou a "ONE Campaign", um grupo de luta contra a pobreza.

Uma pesquisa recente dos jornais "The Washington Post" e "Wall Street Journal" revelou que Michelle Obama e Cindy McCain projetam para a opinião pública, quase por empate, uma imagem favorável como possível primeira-dama.

Elas não estarão nas cédulas de votação no próximo 4 de novembro, mas já motivam a realização de concursos de popularidade na internet e inspiraram ruidosos debates sobre qual é o lugar e papel da primeira-dama na maior potência do mundo. EFE mp/ab/fal

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