Micheletti volta a Honduras após negociar na Costa Rica

O presidente interino de Honduras, Roberto Micheletti, revelou nesta quinta-feira que volta totalmente satisfeito a Tegucigalpa, após se reunir na Costa Rica com o presidente Oscar Arias, que está mediando a busca de uma solução para a crise hondurenha.

AFP |

Micheletti destacou que seus representantes prosseguirão negociando na Costa Rica e que não manteve contato direto com o presidente deposto, Manuel Zelaya, que também está em San José.

"O diálogo foi iniciado e está instalada nossa comissão de trabalho", assinalou Micheletti após se encontrar com Arias, acrescentando que deixou uma comissão de quatro membros para seguir conversando sobre uma solução à crise hondurenha.

"Volto totalmente satisfeito" a Tegucigalpa, disse Micheletti, que prometeu um processo "transparente e seguro" nas eleições gerais em Honduras, previstas para o final de novembro.

"O processo eleitoral hondurenho, que está em curso desde o mês de maio, será respeitado (...) Estas eleições fortalecerão nosso sistema eleitoral".

"Estou convencido de que como hondurenhos podemos resolver nossos problemas internos", destacou o presidente interino.

Micheletti revelou que ficaram em San José os negociadores Arturo Morales, Mauricio Villeda, Carlos López Contreras e Vilma Morales, que viajaram com ele à Costa Rica.

"Fica uma comissão trabalhando neste momento. Deus abençoe a Costa Rica, Deus abençoe Honduras", concluiu Micheletti.

O presidente interino se encontrou com Oscar Arias após a reunião do líder costarriquenho com o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya.

Micheletti chegou às 13H00 local à residência de Arias em San José, minutos depois da partida de Zelaya.

Após sua reunião com Arias, Zelaya agradeceu ao presidente da Costa Rica por seu papel na "resolução do conflito".

"Avançamos numa primeira etapa. O presidente Arias ouviu minha exposição e a dos setores sociais e políticos que me acompanharam, que defendem a devolução imediata do cargo ao presidente eleito" pelo povo hondurenho, disse Zelaya.

fj/sd/LR

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