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Micheletti prepara governo e Zelaya tenta recuperar a presidência

TEGUCIGALPA - O presidente interino de Honduras, Roberto Micheletti, prepara a equipe para governar o país nos próximos sete meses, até o fim da legislatura, ao mesmo tempo que Manuel Zelaya busca a partir da Nicarágua o apoio dos colegas da América Central para recuperar o poder que perdeu em http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2009/06/28/exilado+por+golpe+presidente+de+honduras+nega+ter+renunciado+7008920.html target=_topum golpe de Estado.

Redação com agências internacionais |

Zelaya foi derrubado no domingo em um golpe orquestrado pela justiça e o Congresso e executado por um grupo de militares que o expulsaram para a Costa Rica, provocando uma condenação mundial unânime.

Dos Estados Unidos, passando pelo Grupo do Rio, a União Europeia, América Central ou ALBA, todos pediram a restituição de Zelaya na presidência de Honduras, que já tem outro ocupante: o ex-presidente do Congresso, Roberto Micheletti, eleito no domingo em um ato surpreendentemente rápido para não ter sido planejado com antecedência.

Um funcionário do Congresso leu uma carta com a suposta renúncia de Zelaya, que em San José desmentiu de modo veemente a renúncia. "Eu nunca renunciei e nunca vou usar este mecanismo enquanto for presidente eleito pelo povo", declarou Zelaya.


Zelaya dá entrevista após ser deposto / AP

Chávez interfere

Em Managua, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, aliado do presidente deposto, afirmou que é preciso "dar uma lição" nos golpistas de Honduras.

"É preciso dar uma lição. Não podemos permitir um retorno ao passado, às cavernas", declarou, antes de completar que a Venezuela, seu povo e as Forças Armadas estão ao lado de Honduras.

Micheletti respondeu hoje ao seu colega venezuelano, Hugo Chávez, que não o ameace e afirmou que o Exército de Honduras está preparado para uma agressão .

"Vejo com muita preocupação o que ele (Chávez) diz sem nem sequer uma reflexão (...), que não venha este cavalheiro a nos ameaçar", disse o governante nomeado hoje pelo Congresso Nacional em substituição ao destituído Manuel Zelaya, em declarações a uma rede de televisão local.

Reação do Brasil

O governo brasileiro condenou "de forma veemente" o golpe de Estado que tirou o presidente José Manuel Zelaya do poder e pediu que ele seja reposto, em comunicado divulgado no início desta tarde. "Ações militares desse tipo configuram atentado à democracia e não condizem com o desenvolvimento político da região", afirma a nota do Itamaraty.

Em seu programa semanal de rádio, o presidente Lula condenou o golpe de Estado . Segundo Lula, a única forma de o país continuar mantendo relações com o governo hondurenho é a volta ao poder do presidente eleito pelo povo.

"Não tem contemporização, não tem meio termo, nós temos que condenar este golpe. Nós não podemos aceitar ou reconhecer qualquer novo governo que não seja o presidente do Zelaya, porque ele foi eleito diretamente pelo voto, cumprindo as regras da democracia, criticou o presidente. "Portanto, se Honduras não rever a posição, vai ficar totalmente ilhado no meio de um contingente enorme de países democráticos", acrescentou Lula.

Entenda a crise em Honduras

O golpe, qualificado por Micheletti de "processo absolutamente legal", contemplado segundo ele na Constituição de Honduras, acabou com a determinação de Zelaya de convocar um referendo para reformar a Constituição e permitir a reeleição presidencial, coincidindo com as eleições de 29 de novembro.

Nos últimos dias, a disputa de poderes alcançou o clímax, especialmente após a destituição na quarta-feira por Zelaya do comandante do Estado-Maior Conjunto, Romeo Vásquez, que foi anulada por uma decisão da justiça, ao mesmo tempo que o Congresso evitar a inabilitação do presidente na sexta-feira.

Micheletti, companheiro de Zelaya no Partido Liberal (PL), já anunciou os primeiros membros de seu gabinete e pediu a todos os funcionários do Executivo de Zelaya que trabalhem normalmente.


Micheletti discursa ao tomar posse em Honduras / AP

Para prevenir eventuais distúrbios, Micheletti decretou um toque de recolher de 48 horas, em vigor das 21h às 6h.

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