Micheletti pede que população vote e critica Chávez

O presidente interno de Honduras, Roberto Micheletti, atualmente afastado do cargo para a realização das eleições presidenciais, criticou neste sábado o líder venezuelano, Hugo Chávez, e pediu para que a população compareça às urnas no domingo. Ele (Chávez) continuará boicotando o direito dos hondurenhos de sermos livres, disse ele à rádio HRN.

BBC Brasil |

Este boicote, segundo Micheletti "continuará por meio de qualquer outro estadista da América do Sul que estiver sob sua esfera de influência", disse ele.

"Diante disso, digo aos hondurenhos, vamos votar em massa, eleger um novo presidente, mas também apoiá-lo porque vão existir influências enormes boicotando o novo mandato", completou.

Apesar de a maioria da comunidade internacional não reconhecer o pleito hondurenho, Micheletti afirmou que estas vão ser "as mais supervisionadas" eleições.

Ele disse ainda que as Forças Armadas e a polícia estão preparadas para evitar qualquer ato de violência.

Micheletti afirmou esperar que "os fascínoras que explodem artefatos" não consigam matar ninguém.

Bombas
Neste sábado a polícia hondurenha disse ter descoberto material explosivo próximo de Tegucigalpa.

Além de dinamite e instruções para o preparo de bombas, foram apreendidas uma motocicleta e um carro, usados supostamente para arremessar explosivos nos ataques à bomba da semana passada, inclusive contra a Rádio América, pró-governo. Apenas uma mulher ficou ferida nas explosões.

No domingo, cerca de 4,6 milhões de hondurenhos votarão para presidente, prefeito e parlamentares.

O candidato favorito para vencer é o conservador Porfírio 'Pepe' Lobo.

Crise
A crise política em Honduras teve início em 28 de junho, quando o presidente eleito do país, Manuel Zelaya, foi destituído do cargo pelas Forças Armadas, acusado de violar a Constituição do país, e em seu lugar assumiu um governo interino, liderado pelo antigo presidente do Congresso, Roberto Micheletti.

A deposição foi condenada por diversos países, entre eles o Brasil e os Estados Unidos, além de organizações como a OEA e a União Europeia.

Zelaya voltou clandestinamente a Honduras e se abrigou na embaixada do Brasil, onde está desde o mês de setembro.

Na próxima quarta-feira, como parte de um acordo intermediado pelos Estados Unidos, o Congresso deve votar se Zelaya voltará a ocupar a Presidência até o final de seu mandato, em 27 de janeiro.

Micheletti afastou-se do cargo provisoriamente, podendo voltar ao poder dependendo da decisão do Congresso no dia 2.

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