Micheletti pede que hondurenhos não se preocupem com Chávez, Correa e Ortega

Tegucigalpa, 29 jun (EFE).- O presidente de Honduras designado no domingo, Roberto Micheletti, pediu hoje aos hondurenhos que não se preocupem com as ameaças dos governantes da Venezuela, Hugo Chávez; do Equador, Rafael Correa, e da Nicarágua, Daniel Ortega, depois da deposição de Manuel Zelaya.

EFE |

"Não devemos nos preocupar com as ameaças do senhor Chávez, do senhor Correa e do senhor Ortega", declarou Micheletti, eleito no domingo pelo Parlamento, em substituição a Zelaya.

Chávez, Correa e Ortega convocaram os hondurenhos a "se rebelarem" contra o Governo de Micheletti e o líder venezuelano advertiu que poderia "tomar medidas" contra Honduras para trazer Zelaya de volta ao poder.

Micheletti ressaltou que a preocupação dos hondurenhos deve ser a normalização das atividades em todo o país, depois da agitação vivida nos últimos dias, que piorou no domingo.

Os militares tiraram Zelaya da Presidência e do país, acusado de violar as leis ao tentar realizar uma consulta popular para instalar uma Assembleia Constituinte.

O Parlamento elegeu Micheletti, em aplicação de uma disposição constitucional que estabelece que caso nem o presidente, nem o vice-presidente - que renunciou em 2008 - possam exercer o cargo, cabe ao chefe do Parlamento assumir a Presidência do país.

A comunidade internacional condenou unanimemente a derrocada de Zelaya e ameaça isolar Honduras. Nenhum país ou organismo internacional reconheceu o Governo de Micheletti, do governista Partido Liberal.

O líder provisório - como denomina a imprensa local, por causa da proximidade das eleições gerais de novembro - adiantou que empreenderá uma campanha para tentar obter o reconhecimento internacional, para "demonstrar (...) que isto não foi um golpe de estado, foi uma sucessão constitucional".

Micheletti disse que vários especialistas em direito internacional hondurenhos estão trabalhando em "documentos" que seu Governo apresentará a representantes de países voluntários e organismos internacionais, para explicar o porquê das ações contra Zelaya.

Além disso, anunciou que pedirá "a todos os embaixadores, a todos os cônsules, a todos os amigos hondurenhos no exterior, que iniciem uma campanha a favor de Honduras, com a intenção de melhorar a situação tanto nacional, quanto internacional".

"Vamos limpando todos estes temas dia a dia", afirmou, e insistiu que "não quebramos a ordem constitucional, fizemos o que manda a lei".

"Nós estamos emoldurados nisso, quem não estava emoldurado era quem governava anteriormente", acrescentou. EFE lam/pd

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