Micheletti diz que Zelaya só sai de Honduras como exilado

O presidente de fato de Honduras, Roberto Micheletti, reafirmou nesta segunda-feira que Manuel Zelaya poderá partir do país quando quiser, desde que seja na qualidade de exilado.

AFP |

"Se quiser sair como exilado, não terá nenhum problema", afirmou Micheletti em entrevista coletiva, destacando que o exílio pode ser "em qualquer país do mundo", exceto na América Central, em referência às ofertas de México e República Dominicana.

Micheletti não explicou porque o presidente Zelaya, deposto por um golpe de Estado em 28 de junho, não poderá ser exilado na América Central.

Sobre sua renúncia, uma exigência da comunidade internacional para reconhecer o governo de Porfirio Lobo, o presidente hondurenho eleito, Micheletti respondeu que entregará o poder "em 43 dias", quando termina o atual mandato.

"Quero sair com a cabeça erguida e com a dignidade que recebi do povo".

Zelaya está refugiado na embaixada do Brasil desde 21 de setembro, quando voltou secretamente a Honduras.

O presidente foi derrubado após violar o artigo 239 da Constituição, que rejeita a reeleição e prevê que qualquer um que apoiar a medida, "direta ou indiretamente, será demitido de imediato de seu cargo, sendo inabilitado para a função pública pelo prazo de dez anos".

A decisão de depor e expulsar Zelaya do país foi adotada pela Justiça e executada pelos militares, com o apoio do Congresso.

Zelaya caiu quando preparava uma consulta popular destinada a convocar uma Assembleia Constituinte para reformar a Carta Magna e permitir a reeleição presidencial, apesar de o plebiscito ter sido proibido pela Justiça.

nl/LR

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