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Micheletti diz que intervenção de Chávez é clara na crise em Honduras

Tegucigalpa, 1 jul (EFE).- O novo presidente de Honduras, Roberto Micheletti, acusou hoje o governante da Venezuela, Hugo Chávez, de ser o responsável pela crise no país centro-americano.

EFE |

"A intervenção do Governo de Chávez é clara e definida nesta situação que Honduras está vivendo", disse Micheletti, em entrevista coletiva, que, por decisão do Parlamento de seu país, assumiu o poder depois da deposição do presidente Manuel Zelaya, no domingo passado, em uma ação militar.

Para Micheletti, "o mundo inteiro" gradualmente reconhecerá que as autoridades tinham que tomar a decisão de destituir Zelaya, que pretendia reformar a Constituição de Honduras, através de um referendo popular, apesar de sua proibição legal.

"Temos a fortaleza e a fé em Deus que, pouco a pouco, alcançaremos o objetivo de que o mundo inteiro reconheça que tínhamos que tomar esta decisão pela legalidade, pela lei, pela Constituição da República", disse.

Micheletti afirmou que, se Zelaya retornar ao país com a intenção de voltar ao poder, ele deve apresentar-se antes aos tribunais de justiça pelos crimes que cometeu.

E ainda enfatizou que se Zelaya fosse declarado "inocente", teria que conversar com ele "para resolver o problema".

Micheletti perguntou o motivo pelo qual a Organização dos Estados Americanos (OEA) e outros organismos "não se deram conta do que estava acontecendo em Honduras", e associou Zelaya, sem citá-lo, com o narcotráfico na Venezuela, de onde o país recebe cargas de cocaína frequentemente.

Sobre a saída de Zelaya, disse "ele não tem nada a ver com isso", que "ninguém foi ferido, nem se derramou sangue".

Também afirmou que "desconhece qual autoridade decidiu" que Zelaya fosse enviado para a Costa Rica, após de ter sido detido pelos militares.

Micheletti disse que seria lamentável se a comunidade internacional isolasse Honduras, em resposta à deposição de Zelaya, e se seus embaixadores saíssem do país, "pois não temos alternativas, vai doer muito, porque fomos amigos durante muitos anos".

Alguns países da Europa, segundo Micheletti, "sabiam que íamos atingir uma situação grave para o povo hondurenho".

Micheletti disse ainda que acreditava que o presidente deposto ia instalar uma Assembleia Nacional Constituinte, que anulariam as eleições gerais do dia 29 de novembro. EFE gr/pd

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