Micheletti diz que partido e entidade sindical recebem dinheiro das Farc

Tegucigalpa, 13 ago (EFE).- O presidente de fato em Honduras, Roberto Micheletti, afirmou hoje que um partido político e uma organização sindical do país que não identificou recebem dinheiro das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

EFE |

"Há um partido político reconhecido que recebe apoio econômico das Farc e há uma federação de trabalhadores que também recebe dinheiro das Farc, temos as provas", afirmou Micheletti em entrevista coletiva na Casa Presidencial, a residência oficial hondurenha.

Segundo o presidente de fato, essas provas "foram enviadas da Colômbia e vamos publicá-las em seu momento".

"Antes de identificá-las, queremos que sejam entregues oficialmente os documentos para que se possa publicar quem são os organismos que são subvencionados pelas Farc", disse Micheletti.

Nas últimas semanas, Danilo Orellana, chefe da operação de segurança do Governo de Micheletti, disse que as Farc financiam protestos a favor do presidente deposto hondurenha, Manuel Zelaya, por meio de um partido e uma organização sindical.

Orellana vinculou esses supostos fundos da guerrilha colombiana com documentos confiscados a um político liberal partidário de Zelaya, Carlos Reina, nos quais aparecem quantias em dólares outorgadas a dirigentes do movimento que organiza os protestos.

Reina reconheceu que entregou o dinheiro, mas negou que as verbas venham das Farc e assegura que foram doadas por "empresários" que apoiam Zelaya.

Segundo Orellana, a informação sobre o financiamento das Farc ao partido e a organização sindical hondurenha, que são parte da Frente de Resistência contra o Golpe de Estado, foi obtida em um computador de um chefe guerrilheiro abatido na Colômbia.

Há cinco partidos políticos em Honduras: Liberal, no poder; Nacional, principal força de oposição; Democracia Cristã; Partido Inovação e Unidade Social-Democrata, e Unificação Democrática, de esquerda.

Os sindicatos são a Confederação de Trabalhadores de Honduras, a Central Geral de Trabalhadores e a Confederação Unitária de Trabalhadores de Honduras.

Zelaya foi detido e expulso do país pelos militares em 28 de junho. Nesse mesmo dia, o Parlamento designou Micheletti, até então chefe do Legislativo, como presidente de Honduras. EFE lam/bba

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