Washington, 30 ago (EFE).- O presidente em funções de Honduras, Roberto Micheletti, criticou hoje um relatório da Organização dos Estados Americanos (OEA) sobre a crise em seu país, e disse que seu Governo não concederá anistia ao deposto líder, Manuel Zelaya.

Em entrevista via satélite de Tegucigalpa, transmitida pela rede "Univisión", Micheletti foi enfático ao indicar que, "em nosso país, não aceitamos anistia de nenhuma natureza".

"Acho que todos temos a obrigação de cumprir a lei quando tivermos que nos responsabilizar pelos fatos incorretos que fizemos.

Não acho que haja uma justificativa para isso", afirmou Micheletti, instalado no poder após o golpe contra Zelaya, em 28 de junho.

Micheletti insistiu na legitimidade de sua Presidência e em que não houve golpe de Estado em seu país, como alega a comunidade internacional, mas uma "sucessão constitucional" na qual o Congresso o nomeou à frente do Governo.

O novo governante concedeu a entrevista no momento em que Zelaya prevê retornar a Washington ainda esta noite, segundo fontes da embaixada hondurenha, para continuar as negociações para resolver a crise política em seu país e conseguir seu restabelecimento no poder.

Micheletti, que se mostra reticente em aceitar a restituição de Zelaya antes das eleições de 29 de novembro, disse que o que seu país negocia, com a mediação da OEA, é "buscar uma forma de que, em nosso país, todo mundo se responsabilize pelos danos que fez à sociedade", sem direito a "imunidade".

Insistiu em que "ninguém proíbe" Zelaya de retornar a Honduras, mas, se fizer isso, terá que se apresentar diante dos tribunais para responder pelos erros que seu Governo lhe atribui. EFE mp/an

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