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Micheletti diz que Exército foi benevolente ao deixar Zelaya sair do país

BOGOTÁ - O presidente interino de Honduras, Roberto Micheletti, disse nesta segunda-feira que o Exército de seu país foi benevolente com o presidente deposto, Manuel Zelaya, ao permitir sua saída do país.

Redação com agências internacionais |

AP
Micheletti discursa no Congresso
Micheletti discursa
no Congresso

"Acredito que Exército foi benevolente ao permitir que o ex-presidente saísse do país, quando na realidade deveria ter sido enviado às prisões nacionais pelos delitos cometidos em diferentes circunstâncias", disse Micheletti.

As declarações foram feitas em uma entrevista à "Rádio Caracol", da Colômbia, nas quais afirmou, além disso, que "só Deus sabe o que um cidadão com a conduta do senhor (Hugo) Chávez pode fazer", já que o presidente venezuelano ameaçou derrubá-lo para restituir Zelaya, seu aliado, no poder.

Micheletti acrescentou que o mundo não pode aceitar intromissões em "situações internas de Honduras" e pediu que "a autodeterminação dos povos seja respeitada".

O presidente interino insistiu que quer comunicar ao mundo que "aqui, neste país, não houve um golpe de Estado", mas "uma sucessão constitucional" provocada pelas debilidades de Zelaya.

"Reafirmo: não fizemos nada ilegal e quando os povos do mundo se derem conta de que não houve um golpe de Estado nesse país, mas uma sucessão constitucional, se darão conta do que realmente aconteceu", especificou Micheletti.

Ele disse, ainda, que continuará no poder porque esta foi a decisão expressada pelo povo através do Congresso Nacional. Segundo Michelleti, apesar de não ter 100% de aceitação em seu país, "80% aplaude a decisão".

Alba e ONU

Nesta segunda-feira, os países latino-americanos que integram o grupo de esquerda Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (Alba) disseram que irão retirar seus embaixadores de Honduras, em protesto à deposição de Zelaya.

"Os países membros da Alba decidiram retirar os embaixadores e deixar em sua expressão mínima nossa representação diplomática em Tegucigalpa até que o governo legítimo do presidente Manuel Zelaya seja restituído plenamente em suas funções", disse o chanceler do Equador, Fander Falconi, lendo as conclusões de uma reunião do grupo.

AP
Morales, Zelaya, Ortega, Chávez e Correa posam para foto

Morales, Zelaya, Ortega, Chávez e Correa posam para foto

Estiveram presentes à reunião na Nicarágua o presidente da Venezuela, Hugo Chávez; o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega; o presidente do Equador, Rafael Correa, e o boliviano Evo Morales, além do próprio Zelaya.

Também na segunda-feira, o porta-voz da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas afirmou que Zelaya irá discursar na ONU na terça-feira, por volta das 12h, a convite do presidente da Assembleia, Miguel D'Escoto.

"Enviei uma carta ao presidente de Honduras para vir às Nações Unidas, discursar na Assembleia Geral e nos dar um relatório atualizado sobre os eventos em seu país", disse D'Escoto.

D'Escoto, ex-ministro de Relações Exteriores do governo sandinista de esquerda da Nicarágua nos anos 1980, deu essas declarações em sessão da assembleia convocada por ele para discutir o golpe em Honduras.

Congresso de Honduras escolhe novo líder; veja o vídeo


(Com informações da Reuters e da EFE)

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