Tegucigalpa, 16 set (EFE).- O presidente de fato de Honduras, Roberto Micheletti, disse hoje não acreditar que o país seja invadido para tirá-lo do poder e reconduzir o chefe de Estado deposto, Manuel Zelaya, ao cargo, mas que dará ordens aos militares para que não disparem um tiro caso isso ocorra.

"Não acho que chegaremos ao extremo" de tropas estrangeiras invadirem Honduras, declarou o governante de fato à rádio "América", de Tegucigalpa, sem mencionar algum país especificamente.

"No entanto, a pressão dos dólares e a pressão do petróleo podem encher de ilusões muitos que almejam isso", apontou Micheletti, designado pelo como governante depois que os militares expulsaram Zelaya do país em 28 de junho.

"Se por acaso tiverem o poder de uma invasão, vou ordenar às Forças Armadas para que não disparemos um tiro, para que não haja nenhum problema", afirmou.

"Se forças estrangeiras se unirem, eu não vou permitir o derramamento de uma gota de sangue de nenhum hondurenho", insistiu o presidente de fato.

No final de julho, Zelaya anunciou em Ocotal, povoado nicaraguense na fronteira com Honduras, que organizaria um grupo armado para forçar a saída dos golpistas e retomar o poder. Um grupo de seguidores chegou a fazer treinamentos, mas, aparentemente, a iniciativa desapareceu.

O Governo de Micheletti não é reconhecido pela comunidade internacional e é alvo de diversas sanções diplomáticas e econômicas. Muitos países ameaçam não reconhecer os resultados das eleições hondurenhas marcadas para o dia 29 de novembro. EFE lam/bba

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