Micheletti disposto a conversar com Zelaya se reconhece eleições de novembro

Tegucigalpa, 22 set (EFE).- O presidente do Governo de fato de Honduras, Roberto Micheletti, está disposto a conversar com o líder deposto, Manuel Zelaya, para resolver a crise que vive o país se este reconhece a convocação das eleições de 29 de novembro.

EFE |

"Estou disposto a discutir como resolver a crise política (...), estou pronto para conversar com o senhor Zelaya sempre e quando reconheça explicitamente as eleições de 29 de novembro", disse o chanceler do Governo de fato, Carlos López, ao ler em cadeia nacional de televisão uma mensagem de Micheletti.

O ministro de Micheletti esclareceu, no entanto, que "de nenhuma maneira se falou nesta mensagem do retorno do senhor Zelaya à Presidência da República", como exige o próprio líder deposto e a comunidade internacional.

A proposta "não pode desfazer a ordem de detenção da Corte Suprema de Honduras contra ele nem as acusações que encara sob nosso sistema judiciário independente", disse.

"Minha oferta é alcançar uma solução política mas não pode resolver seus problemas legais", acrescentou López ao ler em inglês a mensagem de Micheletti.

O retorno de Zelaya à Presidência é o ponto central do Acordo de San José, apresentado pelo presidente da Costa Rica, Oscar Arias, no processo de mediação que lidera.

Esse ponto foi rejeitado pelo Governo de Micheletti, decisão que, segundo o próprio Arias, fez fracassar a mediação.

López indicou que o diálogo proposto deve se desenvolver "no marco da Constituição hondurenha", e sugeriu que inclusive se pode iniciar na próxima semana, com o apoio de uma comissão de chanceleres de países-membros da Organização dos Estados Americanos (OEA).

Indicou que o presidente de fato está disposto a falar "com qualquer, em qualquer lugar e a qualquer hora", e reconheceu o trabalho da secretária de Estado americana, Hillary Clinton; o presidente da Costa Rica, Oscar Arias, e o chanceler do Panamá, Juan Carlos Varela.

Manuel Zelaya se encontra na embaixada do Brasil em Tegucigalpa desde ontem, segunda-feira, quando retornou de surpresa ao país, do que foi expulso a força dia 28 de junho. EFE jlp-gr/fk

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