Micheletti confirma posição e pede que EUA enviem emissário a Honduras

TEGUCIGALPA - O presidente interino de Honduras, Roberto Micheletti, disse nesta segunda-feira que pediu à secretária de Estado americana, Hillary Clinton, o envio de um emissário para que conheça a situação no país. Ele também confirmou, em reunião na Casa Presidencial do país, sua posição indeclinável quanto à volta do presidente deposto, Manuel Zelaya.

Redação com agências internacionais |

AP
Micheletti discursa na Casa Presidencial

"Quando eu falei ontem (domingo) com a secretária de Estado, Hillary Clinton, disse para, por favor, enviar alguém de confiança, alguém com quem ela possa ter um diálogo verdadeiro e que lhe diga se é certo afirmar que neste país há mortos a cada momento", disse em coletiva de imprensa.

Micheletti também quer que o eventual enviado verifique se "há pessoas presas" ou se "há ultraje a crianças ou à dignidade do ser humano".

Além disso, convocou "todos os organismos de direitos humanos do mundo inteiro" para que "tomem conhecimento do que realmente está acontecendo" em Honduras.

"Estamos sendo intimidados pelo exterior. Aqui dentro estamos vivendo a paz que queremos", comentou.

Sem acordo

O presidente interino também afirmou que uma pessoa que "desrespeitou a Constituição" não pode voltar ao poder, referindo-se ao líder deposto Manuel Zelaya. "Minha posição é indeclinável, eu continuo na posição em que estivemos", assegurou em discurso após reunião com empresários e representantes de setores sociais na Casa Presidencial. Ele ainda avisou que as eleições não serão antecipadas e que ficará no poder até janeiro de 2010.

Uma pessoa que "desrespeitou a Constituição da República diversas vezes" não pode voltar ao poder, afirmou Micheletti durante um discurso para dezenas de funcionários e seguidores de seu governo.

"Em 29 de novembro, haverá eleições livres e transparentes neste país", destacou, acrescentando que "em 27 de janeiro de 2010, de manhã cedo, entregarei o poder ao cidadão que o povo terá escolhido como presidente".

Ele pediu aos hondurenhos que confiem "plenamente" na comissão que representa seu governo nas negociações instaladas na Costa Rica, que terminou neste domingo com fracasso.

"Estamos fazendo esforços para que o diálogo termine em algo positivo, sem retorno daquele que rompeu a Constituição da República, não uma, mas várias vezes", disse Micheletti, em referência a Zelaya, que foi derrubado em 28 de junho.

Depois de encerradas as conversas entre ambas as partes, o presidente da Costa Rica, Oscar Arias, declarou que não renunciará ao posto de mediador e que precisa de 72 horas para tentar convencer Micheletti a aceitar suas propostas.

Diálogo fracassa em Honduras; veja o vídeo:


(Com informações da EFE e da AFP)

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