Micheletti adverte a Zelaya sobre ordem de captura se voltar a Honduras

Bogotá, 30 jun (EFE).- O novo presidente de Honduras, Roberto Micheletti, advertiu hoje ao deposto líder Manuel Zelaya que, caso este último retorne ao país, os tribunais têm uma ordem de captura contra ele.

EFE |

Em entrevista de Tegucigalpa à emissora colombiana "Caracol Radio", Micheletti disse que a ordem de captura contra Zelaya é consequência dos "crimes" que cometeu por causa de seu "interesse em continuar no Governo ou pela atitude prepotente que ele tinha assumido nos últimos meses de Governo".

"Os tribunais de Justiça do meu país têm ordem de captura contra ele, porque descumpriu as leis e, então, o Congresso se baseou nisso", disse o novo líder.

Zelaya anunciou ontem que voltará na quinta-feira, com apoio da comunidade internacional, a Tegucigalpa, de onde foi expulso no domingo pelo Exército.

Micheletti disse também que ordenou ao novo chanceler do Governo, Enrique Ortez Colindres, que viaje aos países da região para explicar as razões da expulsão de Zelaya.

"Nomeamos o chanceler para que vá a todos os países amigos para ver a possibilidade que temos de dialogar, porque foi ouvida uma versão, não se escutou a parte que motivou a saída do presidente Zelaya", afirmou.

Além disso, acrescentou que seu Governo está preocupado pelo fato de que alguns países, que não mencionou, estão apoiando atividades de vandalismo nas ruas de Tegucigalpa.

"Todo o mundo entende que há uma participação muito ativa de gente que não é do país, está tentando colaborar nos atos de vandalismo de alguns grupos", ressaltou.

Também denunciou que alguns ex-funcionários do anterior Executivo estão usando dinheiro público para pagar o transporte de algumas pessoas das zonas rurais para que cheguem à capital e participem de protestos.

Micheletti disse também que hoje analisará com a Polícia e as Forças Armadas a necessidade de manter ou suspender o toque de recolher decretado no domingo, com a intenção de "evitar que, à noite, pudesse haver algumas atividades de parte destes grupos".

O novo governante especificou que as eleições acontecerão em 29 de novembro, que ele não se apresentará e que entregará o poder ao ganhador em 27 de janeiro de 2010. EFE fer/an

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG