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Micheletti acusa OEA de não ter ouvido todas as partes sobre Honduras

Tegucigalpa, 18 ago (EFE).- O presidente de Honduras, Roberto Micheletti, afirmou que o plano do presidente da Costa Rica, Óscar Arias, continua sendo uma boa alternativa, em entrevista publicada hoje pelo jornal La Prensa.

EFE |

Ele também afirmou que o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, deveria ter escutado "todas as partes" antes de analisar o que aconteceu no país.

Micheletti disse que deseja que "o mundo comece a compreender o que realmente ocorreu" em Honduras em 28 de junho, que, em sua opinião, foi algo "emoldurado na lei", não um golpe de Estado contra Manuel Zelaya, integrante, como ele, do Partido Liberal hondurenho.

O governante de fato manifestou desejo de que o secretário-geral da OEA reflita "por ter processado Honduras sem ouvir todas as partes".

Micheletti informou que Insulza não foi imparcial com Honduras ao avaliar o que ocorreu com Manuel Zelaya, que promovia uma consulta popular dirigida a reformar a Constituição, apesar de existir uma proibição legal expressa de vários organismos.

Sobre a gestão realizada por Arias para achar uma solução à crise política em Honduras, Micheletti a qualificou de "correta", mas disse que "em uma mediação não deve haver imposição de nenhuma natureza, não deve haver ordens".

Micheletti foi perguntado também pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez. "Esse senhor está louco, está louco. Briga até com sua própria sombra, ameaça todo mundo e só pedimos a Deus que o ajude, que o ilumine e o faça refletir", disse.

Ele afirmou que não se incomoda com o apelido de "Goriletti" dado por Chávez, mas sim que se diga que em Honduras houve um "golpe de Estado".

"Sim, me incomoda porque não foi um golpe de Estado, mas uma sucessão presidencial. Os que nos chamam de Governo golpista são aqueles países que são nossos inimigos e os que de forma alguma perderam oportunidades com o ataque à economia nacional que os outros estavam fazendo", afirmou.

O governante disse que está sendo revisto o acordo através do qual Honduras aderiu à Aliança Bolivariana para as Américas (Alba), em 25 de agosto de 2008, e que tem confiança "em que em breve será tomada uma decisão" com o Governo e o Parlamento.

Da relação com os Estados Unidos, comentou que tem confiança e fé em que, "apesar das decisões tomadas, não vão permitir que este povo esteja em circunstâncias drásticas".

Já sobre o relacionamento com Zelaya, ele ressaltou que "foi política, muito pouca amizade".

"Eu o respeitava como presidente da República. Apoiamos ele e trabalhamos duro para que fosse Presidente e também no Governo. Mas quando vimos seu desvio político de esquerda, com o qual não concordamos, então tomamos as decisões", disse. EFE gr/db

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