Micheletti aceitaria 3ª pessoa para superar crise em Honduras, diz ministro

Tegucigalpa, 17 jul (EFE).- O ministro hondurenho da Presidência, Rafael Pineda, disse hoje que o governante interino Roberto Micheletti, designado pelo Parlamento depois da deposição de Manuel Zelaya, aceitaria uma terceira pessoa para solucionar a crise política de seu país.

EFE |

Pineda disse a jornalistas em Tegucigalpa, que Micheletti está "disposto a aceitar uma terceira pessoa", mas sem que a Constituição da República seja violada.

Além disso, o Governo de Micheletti, segundo Pineda, aceita que Zelaya seja anistiado pelos "os crimes políticos".

Segundo o presidente da Suprema Corte de Justiça do país, Jorge Rivera, a ordem de captura contra Zelaya foi feita no dia 26 de junho, por vários crimes, entre eles o de abuso de autoridade e traição à pátria.

Na opinião de Pineda, "as rápidas e repentinas atitudes" de ordem política de Zelaya e de alguns de seus funcionários "podem ser perdoadas, mas não os crimes comuns".

O alto funcionário do Governo de Micheletti disse, além disso, que para resolver a crise, é preciso um "diálogo sem violência e sem ameaças de um Governo estrangeiro que está a milhares de quilômetros de Honduras", em alusão ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez.

O líder venezuelano disse ontem, na Bolívia, que pode haver uma guerra civil em Honduras, que poderia se espalhar pela América Central, se o retorno de Zelaya ao poder não for permitido.

Pineda ressaltou que as Nações Unidas devem tomar alguma atitude com relação a Chávez, porque ele está provocando medo em alguns setores de Honduras.

Também afirmou que sempre considerou seu correligionário Zelaya como membro de uma "família acomodada", que se dedicou à exploração da madeira, não como um homem "marxista, socialista ou de esquerda", como agora o presidente deposto tem se definido.

Os hondurenhos têm grandes expectativas sobre o que pode acontecer no sábado, na Costa Rica, onde o diálogo em busca de uma solução à crise hondurenha será retomado, com a mediação do presidente do país, Óscar Arias, que já sugeriu um Governo de reconciliação.

As comissões de Zelaya e Micheletti confirmaram sua presença à reunião com Arias. EFE gr/pd

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