Michele Obama inicia nesta segunda viagem por África austral

Acompanhada de suas filhas, sua mãe e dois sobrinhos, primeira-dama dos EUA visitará África do Sul e Botswana em viagem de 6 dias

iG São Paulo |

A primeira-dama americana, Michelle Obama, chega nesta segunda-feira à África do Sul, primeira etapa de uma viagem de seis dias pela África austral, onde se reunirá com líderes antiapartheid e debaterá sobre a democracia na região.

Michelle visitará de 20 a 26 de junho Pretória, Johanesburgo e Cidade do Cabo, na África do Sul, e depois a capital de Botsuana, Gaborone. Michelle estará acompanhada de vários membros de sua família, mas não pelo marido.

Durante a viagem serão tratados assuntos como "juventude, educação, saúde e bem-estar". Ela também visitará os locais simbólicos da luta contra o apartheid, segundo o programa divulgado por sua assessoria.

Após encontrar-se com a esposa do presidente Jacob Zuma em 21 de junho, em Pretória, no dia seguinte de sua chegada ao país, Michelle irá à fundação Nelson Mandela em Johanesburgo e, depois, se reunirá com a mulher do líder antiapartheid, Graça Machel. Não há nenhuma visita prevista, até agora, a Nelson Mandela, de 92 anos, que apresenta um quadro delicado de saúde. Mas a Casa Branca não fechou as portas à possibilidade.

"Michelle prestará homenagem à herança do presidente Mandela durante toda a visita. Ficaria, evidentemente, muito feliz de trocar algumas palavras com ele, (mas) isso dependerá da capacidade dele de receber visitas", explicou o assessor-adjunto para a segurança nacional do presidente Obama, Ben Rhodes.

Michelle, que estará acompanhada das filhas Sasha e Malia, de sua mãe Marian Robinson, além de dois sobrinhos, passará, também, pelo museu do apartheid em Johanesburgo. "Os Obama mantêm um vínculo muito sólido com o que aconteceu na África do Sul", afirmou Rhodes.

No dia 22, a primeira-dama irá a um outro local que foi marcante na luta contra a discriminação, uma igreja de Soweto no subúrbio de Johanesburgo, onde um menino de 12 anos foi morto pela polícia em 1976, tornando-se, depois, um dos símbolos do luta antiapartheid.

No dia seguinte, a Michelle comparece a outro local emblemático, a antiga prisão-ilha de Robben Island, na baía do Cabo, onde Mandela passou 18 de seus 27 anos atrás das grandes. Na ilha, ela encontrará, também, o ex-arcebispo Desmond Tutu, que recebeu o Nobel da Paz em 1984, dez anos antes da queda do regime racista.

Michelle concluirá a passagem pela África Austral com uma visita a Botsuana, de 24 a 26 de junho. "É importante destacar que a viagem está diretamente ligada à agenda do presidente para a África e à política externa do governo Obama", disse Rhodes, saudando as "democracias sólidas" existentes na África do Sul e em Botswana, que "podem servir de exemplo" às nações vizinhas.

Obama, nascido nos Estados Unidos de pai queniano, foi apenas uma vez à África negra desde o início de seu mandato - a Gana, em julho de 2009. Na ocasião, ele pediu ao continente que assumisse o próprio destino, combatendo práticas antidemocráticas.

*Com EFE e AFP

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