Mianmar: termina plebiscito em regiões arrasadas por ciclone

Yangun (Mianmar), 24 mai (EFE).- O plebiscito convocado pela Junta Militar de Mianmar (antiga Birmânia) para referendar seu projeto constitucional terminou hoje com as votações realizadas em Yangun e na região do delta do rio Irrawaddy, destruída pelo ciclone Nargis.

EFE |

Cerca de cinco milhões de birmaneses foram às urnas votar na segunda parte do plebiscito, considerado pelos críticos um mero instrumento para institucionalizar o atual regime militar.

Milhares de pessoas, entre elas a Nobel da Paz e líder em cativeiro do movimento democrático, Aung San Suu Kyi, depositaram sua cédula nas urnas móveis transportadas por funcionários que percorreram Yangun e as aldeias do delta do Irrawaddy.

A oposição denunciou que o plebiscito está sendo manipulado pela Junta Militar, cujas forças de segurança, nas últimas semanas, detiveram dezenas de pessoas que se pronunciaram publicamente contra uma nova Constituição.

A primeira parte do plebiscito aconteceu em 10 de maio, nas áreas do país que não foram afetadas pelo ciclone que passou uma semana antes e devastou a maior parte da região do delta do rio Irrarawaddy, no sul do país.

Os efeitos do ciclone, que deixou mais de 130.000 mortos e desaparecidos, obrigaram o Governo militar a adiar a votação em Yangun, antiga capital e maior cidade do país, e em outros 46 municípios.

Na primeira fase do plebiscito, a minuta constitucional foi aprovada por 92,4% dos birmaneses aptos a votar, anunciou a Junta Militar no último dia 15. EFE csm/sc

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