Mianmar permitirá entrada de jornalistas no julgamento de opositora

Bangcoc, 25 mai (EFE).- A Junta Militar que governa Mianmar (antiga Birmânia) permitirá a entrada de jornalistas amanhã na audiência do julgamento realizado contra a líder da oposição e Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, no presídio de Insein, nos arredores de Yangun, informou hoje uma rádio da dissidência.

EFE |

As autoridades desse país governado por generais desde 1962 deixarão que 20 profissionais da imprensa nacional e estrangeira entrem na sala presidida por juízes militares, mas não explicaram a forma de seleção.

As audiências deste julgamento começaram em 18 de maio a portas fechadas, exceto no dia 20, quando, pela primeira e única vez, foi autorizada a presença de diplomatas e jornalistas, estes últimos escolhidos por sorteio - os estrangeiros - e a dedo - os nacionais -, já que todos os meios de comunicação de Mianmar são controlados pelo Estado.

Suu Kyi, de 63 anos, é acusada de violar os termos da prisão domiciliar que cumpria desde 2003, e que terminava em 27 de maio, devido a um intruso que teria entrado e passado pelo menos uma noite na casa da opositora, em Yangun.

O crime pelo qual é acusada, e do qual se declarou inocente, é punido com até cinco anos de prisão.

A retomada do julgamento hoje, desde que foi suspensa a audiência na quinta-feira passada, voltou a contar com um protesto pacífico do lado de fora da penitenciária de Insein, protagonizado por membros da Liga Nacional pela Democracia (LND), formação política de Suu Kyi e a única que resiste à pressão do regime.

Uma decisão condenatória impedirá que Suu Kyi possa disputar as eleições parlamentares que acontecerão em 2010. EFE grc/an

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