Mianmar permite que Suu Kyi receba cartas familiares e jornais internacionais

Bangcoc, 12 set (EFE).- A Junta Militar de Mianmar (antiga Birmânia) permitiu que a líder opositora Aung San Suu Kyi, que rejeita desde meados de agosto alimentos para sobreviver, receba cartas de familiares e a imprensa estrangeira, informou hoje seu advogado.

EFE |

A concessão acontece em meio aos temores de que a vencedora do prêmio Nobel da Paz se encontre em greve de fome pela recusa dos militares a atender seus pedidos.

Seu advogado, Kyi Win, explicou que Suu Kyi começará a aceitar de novo os alimentos.

Uma das condições da líder opositor era a autorização para receber correspondências de seus filhos Alexander, de 35 anos, e Kim, de 31, que vivem no Reino Unido.

A Junta Militar, que não se pronunciou sobre o assunto, costumava bloquear algumas das mensagens que Suu Kyi recebia.

A Nobel da Paz poderá ler a partir de agora, por exemplo, as publicações americanas "Time" e "Newsweek".

Suu Kyi vive em uma casa junto ao lago de Yangun, a maior cidade de Mianmar, e tem a companhia de duas mulheres que a ajudam a cuidar de sua moradia.

A líder opositora exigiu mais liberdade para as duas mulheres, que antes não podiam deixar a casa e que agora foram autorizadas a sair durante o dia, acrescentou seu advogado.

Ela também poderá receber mensalmente seu médico pessoal, o que não lhe era permitido, apesar das promessas do Governo. EFE tai/mh

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