Mianmar pede desculpas a Pequim por vítimas chinesas em confronto fronteiriço

Pequim, 30 ago (EFE).- A Junta Militar birmanesa ofereceu desculpas à China pelo ocorrido esta semana em território chinês, onde uma pessoa morreu e várias ficaram feridas por causa de uma bomba lançada de Mianmar (antiga Birmânia), informaram fontes do Governo chinês citadas pela agência Xinhua.

EFE |

Segundo responsáveis na província chinesa de Yunnan, fronteiriça com Mianmar e para onde fugiram cerca de 30 mil refugiados pelo conflito, "Mianmar ofereceu desculpas pelas vítimas chinesas do incidente e agradeceu o Governo chinês" pela atenção aos birmaneses refugiados.

Segundo a imprensa oficial chinesa, a situação de aparente calma do outro lado da fronteira levou muitos refugiados a retornar a Mianmar, incluindo chineses que habitualmente fazem negócios no país vizinho.

A maioria dos refugiados se encontra nas localidades chinesas de Nansan e Genma.

O confronto entre a Junta Militar birmanesa e a minoria étnica dos kokang começou em 7 de agosto, quando as autoridades de Mianmar enviaram à região desta minoria étnica policiais para inspecionar um local onde se suspeitava que havia fabricação de drogas.

A guerrilha dos kokang, no estado birmanês de Shan e uma das muitas formadas por minorias étnicas na periferia de Mianmar, assinou um acordo de paz com a Junta Militar em 1989.

Os kokang, cerca de 150 mil em Mianmar, falam chinês e são emparentados com os han, etnia majoritária na China (95% da população). EFE abc/an

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