Mianmar diz que estudava libertação de Suu Kyi

Bangcoc, 26 mai (EFE).- A Junta Militar de Mianmar (antiga Birmânia) disse que estudou a libertação da líder opositora Aung San Suu Kyi até o incidente do intruso americano em sua casa, segundo um alto cargo da Polícia.

EFE |

O general Myint Thein declarou ao tribunal que o regime pensava m libertar a Nobel da Paz por razões humanitárias, e por se tratar da filha do general Aung San, herói da guerra de independência birmanesa.

No entanto, "aconteceu o inesperado incidente do intruso americano", indicou durante a audiência de hoje do julgamento, que conta com a participação de jornalistas e diplomatas na prisão de máxima segurança de Insein.

A declaração do oficial acontece um dia antes de expirar o período máximo de prisão domiciliar contra a ativista, que está nessa situação desde 2003.

John William Yettaw, de 53 anos, foi detido em 6 de maio após abandonar a casa da líder opositora quando retornava nadando pelo lago Inya.

As autoridades acusaram formalmente Suu Kyi de descumprir os termos de sua detenção quando permitiu que o americano dormisse em sua casa.

A detenção e o julgamento da Nobel da Paz de 1991 ocorrem a duas semanas do fim de sua mais recente prisão domiciliar, punição que cumpriu durante mais de 13 dos últimos 19 anos.

Governos de todo o mundo e organizações internacionais, com as Nações Unidas à frente, condenaram o processo e pediram a libertação imediata da líder opositora.

A defesa de Suu Kyi alega que sua cliente permitiu que Yettaw passasse a noite em sua casa por compaixão, porque percebeu que ele estava muito cansado após atravessar nadando o lago Inya e não poderia retornar.

Além disso, os defensores dizem que a culpa pela invasão é das autoridades, que são responsáveis pela segurança da casa. EFE grc/mh

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