Mianmar detém 2 opositores por pedir liberdade de presos políticos

Bangcoc, 24 abr (EFE).- As forças de segurança de Mianmar (antiga Birmânia) detiveram em um mosteiro budista dois membros do principal partido opositor por pedir a liberdade dos presos políticos, entre eles sua líder, a Nobel da Paz Aung San Suu Kyi.

EFE |

Ambos foram detidos enquanto rezavam em um pagode ao sul de Yangun, a maior cidade do país, informou hoje Nyan Win, porta-voz da Liga Nacional pela Democracia (LND).

Imediatamente, foram acusados de ofensas à fé budista, um crime punido com até dois anos de prisão.

Nos últimos meses, a Junta Militar que controla o poder em Mianmar aumentou sua campanha de assédio à dissidência, por causa das eleições previstas para o próximo ano.

Com isso, dezenas de ativistas receberam sentenças de até 104 anos de prisão no país.

Pelo menos 2.100 presos políticos estão atrás das grades em Mianmar, e a principal dirigente opositora Suu Kyi segue sob prisão domiciliar desde 2003, segundo dados da Anistia Internacional.

Mianmar é uma ditadura militar desde 1962 e não realiza eleições democráticas desde 1990, quando a LND derrotou o partido oficial, mas o resultado jamais foi reconhecido pelos generais. EFE grc/mh

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