Mianmar defende julgamento de Suu Kyi em reunião Asean-UE

Phnom Penh, 28 mai (EFE).- A Junta Militar que governa Mianmar (antiga Birmânia) defendeu hoje na reunião de ministros de Assuntos Exteriores da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) e da União Europeia (UE) a detenção e o julgamento da opositora birmanesa e Nobel da Paz Aung San Suu Kyi.

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O chanceler birmanês, Nyan Win, disse aos participantes, durante a cerimônia de inauguração realizada em Phnom Penh, que o processo contra Suu Kyi é um assunto interno de seu país, e que é um delito penal, e não um caso de direitos humanos.

"Compreendemos que a comunidade internacional tem muito interesse neste julgamento, mas, ao fazer isso, esquece a importante questão da não ingerência", disse Nyan Win.

O chefe da diplomacia birmanesa afirmou que seu país vive um momento de transição para a democracia, em referência às eleições parlamentares que organizarão em 2010, que "não deveria ser obscurecido pelo caso de uma só pessoa".

As Nações Unidas, a UE, os Estados Unidos e outros Governos, além de a própria Asean, pediram nas últimas semanas a libertação de Suu Kyi e de todos os presos políticos em Mianmar, cujo número é de cerca de 2,2 mil.

A opositora birmanesa de 63 anos está sendo julgada desde meados de maio em um tribunal especial organizado em uma das penitenciárias de máxima segurança do país, por ter violado os termos da prisão domiciliar que cumpria desde 2003.

O crime é punido com até cinco anos de prisão e a impediria de disputar as eleições organizadas em Mianmar.

A Asean aprovou a incorporação de Mianmar ao grupo em 1997, com a esperança de que, através do diálogo, conseguiria influenciar a Junta Militar birmanesa para que aceitasse iniciar o diálogo com a oposição democrática, liderada por Suu Kyi, e o processo de reconciliação nacional.

Este bloco regional é formado por Mianmar, Brunei, Camboja, Filipinas, Indonésia, Laos, Malásia, Cingapura, Tailândia e Vietnã.

EFE jpc/an

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