Mianmar continua julgamento de Suu Kyi apesar de pedido de Obama

Bangcoc, 27 mai (EFE).- A Junta Militar birmanesa prosseguiu hoje com o julgamento da líder opositora e Prêmio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, um dia depois de o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ter pedido sua libertação imediata e incondicional.

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Suu Kyi continua sendo julgada por um tribunal especial composto por dois juízes militares na penitenciária de Insein, nos arredores de Yangun, por descumprir os termos de sua prisão domiciliar.

Mais uma vez, diplomatas e jornalistas que queriam assistir ao julgamento tiveram acesso vetado à prisão.

O regime militar só autorizou o acesso a um número determinado de embaixadores e repórteres em duas das sete audiências realizadas: uma na quarta-feira passada, antes de o Conselho de Segurança da ONU tratasse da situação de Mianmar, e uma ontem, quando Suu Kyi subiu ao palanque das testemunhas.

O dia 27 de maio representa uma data especial para os democratas birmaneses porque é o aniversário da vitória de Suu Kyi e de seu partido, a Liga Nacional pela Democracia (LND), nas eleições legislativas de 1990.

O regime militar nunca reconheceu aquela derrota no pleito - Suu Kyi obteve 82% dos votos - nem voltou a confiar nas urnas, embora pretenda organizar eleições para 2010, mas com uma nova Constituição redigida de acordo com seus objetivos.

As autoridades birmanesas chegaram a suspender ontem a prisão domiciliar imposta a Suu Kyi em 2003, sendo que podiam estendê-la por mais seis meses, como fizeram questão de lembrar. Entretanto, a opositora continua em Insein e enfrenta acusações que podem condená-la a até cinco anos de detenção.

"A detenção, isolamento e julgamento de Suu Kyi, mediante acusações falsas, lançam sérias dúvidas sobre a disposição do regime birmanês em ser um membro responsável da comunidade internacional", declarou Barack Obama.

O presidente americano acrescentou que Mianmar tem uma oportunidade importante para trabalhar em favor da reconciliação e restabelecer o diálogo com a oposição democrática. EFE tai/bba

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