Mianmar anuncia anistia para mais de 6,3 mil prisioneiros

Mas não está claro se, entre beneficiados, estão presos políticos, condição imposta por EUA e União Europeia para levantar sanções

iG São Paulo |

Mais de 6,3 mil prisioneiros serão libertados na quarta-feira, anunciou a televisão estatal de Mianmar, sem explicar se entre os 6.359 detentos estão presos políticos.

O anúncio acontece horas depois de a Comissão para os Direitos Humanos, instaurada no mês passado pelo governo, ter solicitado por escrito ao presidente do país, o ex-general Thein Sein, uma anistia para os "presos de consciência" para responder aos pedidos da comunidade internacional.

"A libertação desses presos, detidos por violar leis vigentes, mas que não representam uma ameaça para a estabilidade do Estado e do interesse nacional, permitiria sua participação nas tarefas de reconstrução nacional", indicava a carta assinada por Win Mya, presidente da comissão.

EUA, União Europeia e a oposição democrática de Mianmar, um país dominado pelos militares, pedem a libertação de estimados 2 mil presos políticos como prova da sinceridade das atuais reformas políticas. A libertação dos prisioneiros de consciência é condição do Ocidente antes de estudar o levantamento das sanções impostas ao país asiático.

A medida é a mais importante de uma série de gestos de abertura que o governo produziu desde que a junta militar que governava o país se dissolveu e entregou o poder a um Executivo formado majoritariamente por ex-militares.

Depois de quase 40 anos governada por generais, Mianmar empreende uma transformação rumo a uma "democracia disciplinada", que começou com a aprovação de uma Constituição em 2008 e prosseguiu com a realização de controversas eleições em 2010.

A oposição democrática, liderada pela Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, boicotou o plebiscito constitucional e as eleições por considerar que ambos foram organizados de forma antidemocrática, mas nos últimos meses abriu um diálogo promissor com as autoridades.

*Com EFE e AFP

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