Mianmar afirma ter concedido 911 vistos a voluntários estrangeiros

Bangcoc, 11 jun (EFE).- O Governo militar birmanês, criticado pela comunidade internacional por obstruir a ajuda aos afetados pelo ciclone Nargis, anunciou hoje ter concedido 911 vistos a voluntários e funcionários estrangeiros de organizações humanitárias para que realizem sua missão.

EFE |

A imprensa estatal indicou que, "entre 5 de maio e 5 junho, 911 pessoas receberam permissão entrar no país".

O ciclone "Nargis", que nos dias 2 e 3 de maio atravessou o delta do rio Irrawaddy, no sul de Mianmar, causou 77.738 mortes, e deixou outras 55.917 pessoas desaparecidas.

Segundo o jornal oficial "New Light of Myanmar", utilizado pela Junta Militar para fazer suas mensagens chegarem à comunidade internacional, as embaixadas do país concederam 458 vistos a pessoas que trabalham para as Nações Unidas e ONGs.

Os demais vistos foram concedidos a 357 funcionários da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) e a 96 estrangeiros que assistiram à reunião de países doadores realizada no final de maio em Yangun, a antiga capital do país.

As Nações Unidas consideraram na terça-feira passada que a Junta Militar começou a cumprir seu compromisso de cooperar para que a ajuda internacional chegue aos desabrigados pelo ciclone.

"Demorou muito tempo, mas o Governo mostra que está abordando seu compromisso de facilitar a operação de ajuda", disse em entrevista coletiva Amanda Pitt, porta-voz da representação das Nações Unidas em Bangcoc.

Uma equipe de 250 especialistas da ONU, Asean, e do Governo de Mianmar chegou em 5 de junho ao delta, a zona mais afetada pelo ciclone "Nargis", para estudar a situação e preparar um plano de ação.

As equipes de especialistas devem permanecer na região até 15 de junho para identificar as necessidades imediatas da população, como comida e abrigo, e os danos causados à infra-estrutura do delta.

O resultado do trabalho será apresentado em uma reunião que a ONU, a Asean e o Governo de Mianmar devem realizar em Yangun, em 24 de junho. EFE fmg/gs

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