Mia Farrow pede maior pressão sobre ditadura militar de Mianmar

Bangcoc, 25 jul (EFE).- A atriz americana Mia Farrow pediu hoje à comunidade internacional que aumente a pressão sobre a ditadura militar de Mianmar (antiga Birmânia) para que introduza reformas democráticas e proteja as mulheres nas zonas atingidas pelo ciclone Nargis da exploração sexual e de outros tipos de abuso.

EFE |

Mia Farrow propôs, em entrevista coletiva em Bangcoc, que se aproveite os Jogos Olímpicos de Pequim, em agosto, para conseguir fazer com que a China retire seu apoio à Junta Militar birmanesa.

A atriz disse que a China proporciona assistência militar e econômica ao regime birmanês, e sua atitude dissuade a comunidade internacional de adotar ações mais contundentes.

Mia Farrow, que também se envolveu ativamente na defesa das vítimas do conflito de Darfur, no Sudão, viajou para a Tailândia com uma delegação da Iniciativa das Mulheres Nobel, que inclui a ativista Jody Williams, com quem visitou a fronteira entre Mianmar e Tailândia.

Na quarta-feira passada, em Chiang Mai (norte da Tailândia), a missão se reuniu com mulheres birmanesas.

"Ainda estou tremendo. Estou comovida e inspirada para seguir adiante com mais força. Quero ser parte da solução da maneira que for possível", disse.

O ciclone "Nargis" cruzou o sul de Mianmar entre 2 e 3 de maio, e deixou 138 mil mortos e desaparecidos, e 2,4 milhões de pessoas afetadas.

A Junta Militar birmanesa, que governa o país desde 1962, demorou cerca de um mês para abrir completamente suas portas à ajuda civil internacional, pois temia que, junto aos voluntários, penetrassem no país ativistas democratas. EFE fmg/gs

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