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A atriz norte-americana Mia Farrow acusou nesta sexta-feira a China de financiar as atrocidades em Darfur, acentuando assim a pressão sobre as autoridades de Pequim para que ponham fim ao seu apoio ao governo sudanês na guerra civil nessa região do Sudão.

Farrow discursou em Hong Kong, para onde viajou para denunciar o apoio chinês ao governo sudanês aproveitando a passagem da tocha dos Jogos Olímpicos de Pequim por essa cidade do sul da China.

"Não é bonito dizer isso, mas a China está financiando as atrocidades em Darfur através dos lucros do petróleo, que chegam a 4 bilhões de dólares por ano", declarou em uma entrevista concedida à AFP.

"Cerca de 70% desse dinheiro é usado para atacar a população de Darfur", acrescentou.

A atriz fez um apelo aos líderes chineses para que parem a guerra na região ocidental sudanesa, onde mais de dois milhões de pessoas foram obrigadas a abandonar suas casas desde que o governo sudanês se aliou a milícias locais para reprimir uma revolta em 2003.

Segundo Farrow, a China tem a oportunidade de "mudar o curso da história" na região de Darfur, e pediu aos líderes chineses que pressionem o governo de Cartum para que acabe com a violência em Darfur.

De acordo com a ONU, os cinco anos de guerra civil nessa região deixaram pelo menos 300.000 mortos.

"Por favor China, tem o poder necessário para mudar o curso da história e acabar com o sofrimento em Darfur", afirmou.

"Não creio nem por um segundo que o Sudão teria conseguido manter este nível de destruição contra seu próprio povo durante mais de cinco anos se não tivesse contado com o apoio de um gigante, e esse gigante é a China", denunciou Farrow.

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