México tenta retomar turismo e rejeita restrições por causa da gripe

Juan David Leal. México, 12 mai (EFE).- O México garantiu hoje que seus destinos turísticos são seguros e prepara uma campanha nacional e internacional para recuperar a imagem do país, afetada pela epidemia de gripe suína, e superar as restrições impostas por alguns países contra seus cidadãos e seus produtos de exportação.

EFE |

Em entrevista coletiva, o ministro da Saúde do México, José Ángel Córdova, disse que muitas das "praias mais importantes do México", como Puerto Vallarta, Los Cabos e Cozumel, "até agora não têm nenhum caso confirmado" da doença.

Em 2008, o México recebeu 22,6 milhões de turistas estrangeiros, sendo que quase 80% deles vieram dos Estados Unidos e do Canadá rumo às praias mexicanas.

O turismo foi o setor econômico mais afetado pela gripe no México. Voos, cruzeiros, e planos de viagem de milhares de visitantes estrangeiros foram cancelados.

Segundo cálculos da Secretaria de Turismo do México, as receitas oriundas desta atividade no país chegarão este ano a US$ 9,355 bilhões, 30% a menos do que em 2008, quando houve a marca histórica de US$ 13,289 bilhões.

De acordo com os últimos dados divulgados pelo Executivo mexicano, a gripe matou 58 pessoas e contaminou 2.224 no país.

No entanto, os dados mostram uma tendência constante de queda relativa no número de contágios e de mortes causados pelo vírus no país.

Além disso, os números são baixos frente às cerca de 9.500 pessoas que morrem a cada ano no México por complicações da gripe comum.

Nos últimos dias, o Governo mexicano anunciou uma série de medidas de apoio para o setor, que incluem US$ 227 milhões para o transporte aéreo e mais US$ 151 milhões para restaurantes e centros de lazer.

Além disso, o México liberou cerca de US$ 75 milhões com o objetivo de "reposicionar a imagem do país, por meio de campanhas de promoção nacional e internacional e estratégias de relações públicas".

A ministra das Relações Exteriores mexicana, Patricia Espinosa, disse hoje em Madri que a "cooperação internacional não é apenas indispensável, mas a única forma de atender a essa emergência que ameaça o mundo todo".

O México se opôs a qualquer tipo de restrição imposta contra seus cidadãos ou produtos como método de conter a epidemia.

Ontem, o país exigiu perante a Organização da Aviação Civil Internacional (Icao, em inglês) a retomada imediata dos voos rumo a seu território.

Após o alerta decretado pelo Executivo mexicano em 23 de abril, vários países suspenderam seus voos com o México, entre eles Cuba, Argentina, Equador, Peru e China.

No Conselho Executivo a Organização Mundial do Turismo (OMT), o México expôs sua preocupação pelas limitações migratórias impostas aos mexicanos em países como China, que manteve em quarentena cidadãos daquele país que se encontravam em território chinês.

Hoje, o Governo mexicano respondeu ao ex-presidente cubano Fidel Castro, que acusou o país de ocultar informações sobre a aparição do foco da gripe no país, supostamente para que o chefe de Estado americano, Barack Obama, não cancelasse sua visita ao México.

A declaração de Castro ocorreu depois de os mexicanos criticarem a decisão de Cuba de interromper as ligações aéreas com o México, e que o presidente mexicano, Felipe Calderón, dizer que essa medida poderia representar o cancelamento de uma visita oficial a Havana.

Apesar do nome, a gripe suína não apresenta risco de infecção por ingestão de carne de porco e derivados. EFE jd/bba

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