México se une para pedir por vida de condenado à morte nos EUA

México, 4 ago (EFE).- A decisão do Governo do Texas de executar amanhã o mexicano José Ernesto Medellín uniu vários setores do país, que buscam tentar frear sua execução e exigem que os Estados Unidos cumpram uma decisão da Corte Internacional de Justiça (CIJ).

EFE |

Desta forma, o condenado pela morte e estupro de dois menores em 1993, espera que ao menos aconteça um atraso na execução, realizada por meio de uma injeção letal.

Medellín já iniciou o período de despedidas e, segundo o protocolo do estado americano, poderá se reunir hoje durante oito horas com seus familiares e outras quatro mais na terça.

A execução está programada para as 18h (20h, horário de Brasília) e estarão presentes os advogados de Medellín, uma amiga do condenado cuja identidade não foi revelada e cinco jornalistas.

Parentes do acusado, organizações civis e ativistas realizaram ações de protesto jurídicas e diplomáticas.

Há quatro anos um movimento similar derrubou a decisão de executar o mexicano Osvaldo Torres em Oklahoma, cujas autoridades trocaram a pena capital pela prisão perpétua.

Porém, no caso de Medellín as esperanças são poucas desde que o governador do Texas, Rick Perry, declarou que não acatará a decisão da CIJ.

O Texas conta com uma fama de pouca clemência. Dos 1.115 acusados que foram executados nos EUA desde que a Corte Suprema restabeleceu a pena de morte em 1976, 409 foram no Texas.

Além disso, 152 receberam sua punição durante o período no qual o atual presidente dos EUA, George W. Bush, foi governador deste estado fronteiriço com o México.

Em cada ocasião em que Bush assinou a morte de um condenado disse que tinha recebido um julgamento justo, apesar das denúncias de parcialidade e de falta de advogados competentes que pudessem defender os acusados.

Seu sucessor no Texas seguiu o mesmo caminho e, apesar de as execuções terem diminuído no estado, não atendeu aos pedidos de clemência de 168 condenados.

"O processo está avançando para sua conclusão final", disse à Agência Efe Alyson Castle, uma das porta-vozes de Perry, ao ser consultada sobre a possibilidade de uma comutação da pena para Medellín.

"É necessário que o senhor compreenda a brutalidade e a atrocidade do crime. Além disso, Medellín era um imigrante ilegal", encerrou. EFE gt/fal

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