México retoma gradualmente a vida normal após crise da gripe suína

O México retoma pouco a pouco a normalização de suas atividades, começando na quarta-feira com a reabertura de cerca de 30.000 restaurantes na capital do país, depois de ter superado o pico da epidemia de gripe suína que deixou 26 mortos e 776 contágios.

AFP |

O governo mexicano deu sinal verde para o reinício paulatino das atividades públicas ao confirmar que foi registrada uma curva descendente na gravidade e quantidade do contágios e mortes.

O ministro da Saúde, José Angel Córdova, confirmou uma tendência descendente para casos suspeitos e confirmados, já que "não se observa um crescimento nem geométrico nem exponencial", mas insistiu em manter as medidas de prevenção.

Em um discurso aos governadores dos 32 estados, o presidente Felipe Calderón afirmou na véspera que a epidemia está se estabilizando e o país tem condições de retomar sua normalildade.

As limitações para reabrir os restaurantes envolvem medidas como observar uma distância de 2,25 metros entre as mesas e em espaço de 10 metros quadrados não poderá haver mais de quatro pessoas.

Um dia depois recomeçarão as aulas de nível superior e também serão reabertos os museus, centros religiosos e bibliotecas e, na próxima segunda-feira, acontecerá o retorno da atividade escolar básica.

No entanto, os bares, discotecas e partidas de futebol só voltarão à normalidade quando o alerta decretado pelo governo baixar para o nível moderado, em fase 2, atualmente em três num máximo de 4.

Todas as medidas foram adotadas pelas autoridades para evitar as aglomerações consideradas o foco principal de contágio do novo vírus H1N1.

Em uma mensagem à nação, o presidente Calderón considerou que o México encabeça a batalha mundial contra o vírus da gripe suína, o que permite salvar milhares de vidas em todo o mundo, e também criticou as medidas que alguns países adotaram contra seus compatriotas .

"O México tem encabeçado a batalha global contra este novo vírus, porque a primeira linha de defesa acontece nas clínicas e hospitais do país e por médicos mexicanos", afirmou Calderón em um discurso à nação.

"A frente de batalha é o México e nesta trincheira estamos defendendo não apenas os mexicanos, e sim todos os seres humanos que podem ser contagiados no mundo".

Ele disse ainda que as ações do México "salvam vidas em nosso país e no mundo".

Ao mesmo tempo, Calderón criticou os países que adotam medidas contra os mexicanos em consequência da gripe suína.

"Expressamos nosso mais enérgico repúdio às medidas vexatórias ou discriminatórias empreendidas por vários países contra de os mexicanos".

A China isolou cidadãos mexicanos em quarentena, enquanto a Argentina suspendeu os voos para o país, por exemplo.

Calderón afirmou ainda que a epidemia está em declínio e confirmou a reabertura do setor comercial, das empresas e dos escritórios públicos na quarta-feira.

Até o momento o México registrou 26 mortes e 776 casos do vírus A H1N1, segundo dados oficiais do governo.

nr/fp/cn

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