México registra mais mortes; China alivia quarentena

Por Alistair Bell CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - O México confirmou mais duas mortes decorrentes do novo vírus da gripe H1N1 na quinta-feira, elevando o total de vítimas no país para 44. Na Europa, o vírus dissemina-se lentamente; mesmo assim, a China abrandou as medidas de quarentena.

Reuters |

O governo mexicano disse que o pior já passou e milhões de alunos do ensino médio e de universidades voltaram às aulas à medida que o país retoma a rotina após fechar estabelecimentos públicos na semana passada a fim de evitar a disseminação da doença.

A nova gripe, que mescla vírus suínos a elementos de gripe humana e aviária, levou o mundo à iminência de uma pandemia, afetou o comércio e causou tensões diplomáticas quando China e outros países colocaram cidadãos e produtos mexicanos sob quarentena.

Autoridades sanitárias mundiais, que esperam que seus alertas tenham ajudado a reduzir a disseminação da doença, debatiam se a gripe suína espalhava-se o bastante para justificar chamá-la de pandemia.

A Holanda confirmou um segundo caso do vírus, numa mulher de 53 anos que havia estado no México.

Os EUA têm 896 casos confirmados da nova gripe H1N1 em 41 Estados, informou o Centro para Prevenção e Controle de Doenças.

No México, o número de mortes confirmadas pelo surto de gripe suína subiu de 42 para 44 com os resultados laboratoriais de pessoas que morreram no início do surto.

Após cinco dias de comércio fechado, o governo autorizou a reabertura de bares, cinemas, restaurantes e escritórios.

Os visitantes de prédios públicos, no entanto, eram solicitados a usar máscaras cirúrgicas e a lavar as mãos com sabonete antibacteriano antes de entrar. Os restaurantes também desinfetavam as mãos dos clientes na entrada.

"Obviamente é uma preocupação nossa que após termos permitido muitas atividades as pessoas possam se esquecer das recomendações (sanitárias)", disse o ministro da Saúde José Angel Cordova.

O H1N1 -- que matou uma mulher e uma criança nos EUA, e mais ninguém fora do México - chegou a 24 países e infectou mais de 2 mil pessoas, de acordo com informações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e de autoridades nacionais.

Suécia e Polônia confirmaram seus primeiros casos na quarta-feira.

A China começou a suspender uma quarentena de sete dias para passageiros provenientes de um vôo da Cidade do México que incluiu um homem que testou positivo para o H1N1, informou o Ministério da Saúde.

Embora as escolas de ensino médio e as universidades do México que foram fechadas pela epidemia tenham reaberto suas portas na quinta-feira, muitos estudantes mais jovens não voltarão às salas de aula antes de segunda-feira.

A OMS enfrenta agora um dilema sobre como responder à disseminação de um vírus cujos efeitos são em boa parte brandos.

As diretrizes da agência da ONU determinam que, assim que o vírus comece a se disseminar amplamente em duas regiões do mundo, o alerta pandêmico deve ser elevado ao máximo, ou seja, 6.

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