México registra 22 mortes ligadas ao crime organizado

Quatro corpos foram encontrador no turístico porto de Acapulco

AFP |

Pelo menos 22 pessoas foram assassinadas em vários estados mexicanos, inclusive quatro jovens no turístico porto de Acapulco, em fatos ligados ao crime organizado, informaram autoridades estaduais esta terça-feira.

Em Acapulco (sul), a polícia encontrou esta terça os corpos de quatro jovens de 17 e 18 anos com múltiplos ferimentos a bala, explicou em um comunicado a Secretaria de Segurança do estado de Guerrero, ao qual pertence Acapulco. As mortes ocorreram durante uma troca de tiros entre os ocupantes de caminhonetes, noticiou o jornal Reforma.

O diretor da polícia de Guerrero, Fernando Monreal, disse à AFP que foram encontrados outros dois corpos com marcas de tiros nos arredores de Acapulco, embora tenha sido descartado que correspondam a alguns dos 20 trabalhadores sequestrados no balneário há pouco mais de um mês.

Policiais e militares prosseguiam, esta terça-feira, procurando trabalhadores do vizinho estado de Michoacán (oeste), levados por um comando armado.

Acapulco foi cenário nos últimos 10 dias de mais de trinta assassinatos atribuídos por autoridades à guerra do narcotráfico, o que influiu na diminuição da ocupação de hotéis no feriado do Dia dos Mortos com relação a anos anteriores, segundo o jornal Reforma.

Também nesta terça-feira foram atirados os corpos de seis pesssoas de um carro em movimento em uma estrada do estado de Veracruz (leste), explicou à AFP o promotor estadual, Salvador Mikel Rivera.

Enquanto no estado de Durango (norte), ocorreu um confronto entre o Exército e homens armados no município de Vicente Guerrero, no qual morreram quatro pessoas não identificadas.

Foram reportados outros seis homicídios entre a madrugada de segunda e terça-feira no estado de Chihuahua (norte), quatro deles na fronteiriça Ciudad Juárez, informou a promotoria estadual.

O México vive mergulhado em uma guerra contra o crime organizado, no âmbito do qual foram cometidos mais de 28.000 assassinatos desde o fim de 2006, a maioria atribuídos a disputas entre cartéis do tráfico.

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