México reforça segurança para eleições de domingo

Medida é tomada após morte, na segunda-feira, de candidato favorito para o governo do Estado de Tamaulipas

iG São Paulo |

Em meio à comoção pela morte de um candidato a governador , a Secretaria de Governo do México anunciou nesta quarta-feira que trabalha para reforçar a segurança nos 14 Estados que realizarão eleições no domingo.

O subsecretário de governo Roberto Gil declarou que várias corporações de segurança, incluindo as Forças Armadas, estão se esforçando para garantir sobretudo o acesso às urnas. No domingo, 12 Estados realizarão eleições para governadores, prefeitos e deputados, e outros dois só para prefeitos e deputados.

Nos últimos meses, vários políticos foram vítimas da violência no México. Na segunda-feira foi a vez do candidato pelo Partido Revolucionário Institucional (PRI), Rodolfo Torre Cantú , favorito ao governo de Tamaulipas, morto a tiros em uma emboscada juntamente com cinco acompanhantes quando se dirigia ao aeroporto de Ciudad Victoria, capital do Estado.

Roberto Gil comentou que o governo federal já atendeu a vários políticos que pediram reforços na segurança particular, mas manteve os nomes em segredo. O governo federal está trabalhando com todos os Estados. Baixa Califórnia, Quintana Roo, Zacatecas e Veracruz, porém, foram os únicos que já concretizaram o convênio de colaboração.

Apelo presidencial

Em reação ao assassinato Torre Catú, o presidente do México, Felipe Calderón, conclamou na terça-feira a união de todos os partidos políticos para dar "uma resposta unida e firme" contra o narcotráfico.

"Não há margem para pretender dividendos políticos", disse o presidente, ressaltando que o desafio enfrentado pelo México exige que todos os partidos e forças políticas atuem "com visão de Estado, somando todas as vontades".

Calderón, que atribuiu na segunda-feira o assassinato ao crime organizado , fez o convite aos partidos em uma segunda mensagem pública lida em menos de 24 horas, na sede presidencial de Los Pinos.

As eleições regionais são consideradas um termômetro para a eleição presidencial de 2012, na qual o PRI, que governou o México por mais de 70 anos, tentará retomar o poder, que está nas mãos do conservador Partido de Ação Nacional (PAN), de Calderón, desde 2000.

*Com EFE e AFP

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