México reduz número de vítimas confirmadas da gripe suína

CIDADE DO MÉXICO - O governo mexicano afirmou na noite da última terça-feira que o número de mortes comprovadas relacionadas ao vírus da gripe suína é de apenas sete, e não 20, como havia sido divulgado anteriormente.

Redação com agências internacionais |

Em uma entrevista coletiva realizada nesta terça-feira, o ministro da Saúde do México, José Córdoba, confirmou 2.498 casos de hospitalização por pneumonia grave, que foram tratados como casos suspeitos de gripe suína.

Desses casos, 159 pacientes morreram. Mas apenas sete mortes, segundo ele, estão comprovadamente relacionadas ao novo vírus. As demais mortes inicialmente atribuídas ao vírus após um exame inicial em um laboratório canadense, ainda deverão passar por novos testes de confirmação.

Uma morte confirmada nos EUA

Uma criança de 1 ano e 11 meses que morreu no Estado norte-americano do Texas vítima da gripe suína era mexicana e havia viajado aos EUA para tratamento médico, disse Katny Barton, porta-voz do Departamento de Saúde de Houston.

"A criança veio a Houston para realizar tratamento médico. A família havia viajado para o sul do Texas. A criança ficou doente e eles a levaram para Houston para cuidados médicos", disse a porta-voz Katny Barton à rede CNN por telefone.

Ela disse não saber em que região do México a criança vivia. A criança é a primeira vítima fatal confirmada da gripe suína fora do território mexicano.

O Centro de Controle de Enfermidade informou nesta quarta-feira que já são 91 os casos confirmados de gripe suína nos EUA distribuídos em 10 estados do páis, aumentando seu balanço do dia anterior de 65 casos disseminados em seis estados.

Obama pede cautela

A epidemia de gripe suína criou uma "situação preocupante" nos Estados Unidos e requer de "um máximo de precaução", advertiu nesta quarta-feira o presidente Barack Obama, pouco depois de ter sido anunciado o primeiro caso fatal desta enfermidade no país.

Obama explicou que governo disponibilizou um fundo de emergência de US$ 1,5 bilhão para combater o avanço da gripe. "Com essa verba, temos certeza de que teremos vacinas e suprimentos necessários em todas as regiões do país", disse. "Vamos fazer o que for necessário para combater o vírus", completou.

Caso a doença se espalhe ainda mais pelos Estados Unidos, Obama afirma não descartar o fechamento temporário de escolas, creches e outros centros de aglomeração de pessoas.

"Se você estiver doente, não vá ao trabalho. Se estiver doente, falte na escola e procure um médico. Nós estamos fazendo nossa parte, mas a população também precisa ajudar", disse Obama.

Doença toma força

O México, onde a epidemia ganhou força na última semana, continua sendo o lugar mais afetado, com até 159 mortes. Há temores de que o vírus se transforme em pandemia (epidemia global).

A França disse que proporá na quinta-feira que a União Europeia suspenda todos os voos para o México devido à gripe. A UE, a exemplo de EUA e Canadá, já aconselhou seus cidadãos a evitarem viagens não essenciais àquele país, que tem no turismo uma importante fonte de divisas.

Já há casos confirmados nos EUA, Canadá, Nova Zelândia, Israel, Grã-Bretanha e Espanha. A Áustria também confirmou um primeiro caso da doença nesta quarta-feira, em uma mulher de 28 anos que havia retornado de uma viagem ao México.

Na Alemanha, os casos envolvem um homem e uma mulher de quase 40 anos na Baviera (sul), e uma mulher de 22 anos de Hamburgo (norte). Todos estiveram recentemente no México.

A Organização Mundial da Saúde disse que isso pode elevar o nível de alerta contra pandemias para a fase 5 (numa escala de 1 a 6) -- caso seja confirmado que pessoas contaminadas em pelo menos dois países estão difundido a nova doença de forma sustentável.

Antes da divulgação da morte nos EUA, Keiji Fukuda, diretor-assistente da OMS, havia dito que essa poderia ser uma "pandemia muito branda", embora tenha alertado que o vírus da gripe "se move de formas que não podemos prever".

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