México reduz mortes suspeitas de terem sido provocadas por gripe

Por Catherine Bremer CIDADE DO MÉXICO (Reuters) - Novos dados laboratoriais mostraram que menos pessoas morreram no México do que se pensava inicialmente em decorrência do novo tipo de gripe, uma pequena boa notícia para um mundo assustado pela ameaça de uma pandemia.

Reuters |

O México reduziu sua contagem de mortes suspeitas de terem sido causadas pela gripe provocada pelo vírus H1N1 de 176 para até 101, uma vez que dezenas de testes deram negativo. Além disso, menos pacientes com fortes sintomas de gripe deram entrada em hospitais, sugerindo que a taxa de infecção de uma gripe que se espalhou para Ásia e Europa está diminuindo.

A Organização Mundial de Saúde afirmou neste sábado que 15 países reportaram 615 infecções com o novo vírus A-H1N1, mais conhecido como gripe suína.

Posteriormente, a Itália confirmou seu primeiro caso, um homem na região da Toscana que voltou do México em 24 de abril. Ele se recuperou.

Quase todas as infecções fora do México têm sido brandas. A única morte em outro país foi a de uma criança mexicana que foi levada aos Estados Unidos antes de manifestar a doença.

A notícia é animadora para os mexicanos, que estão em sua segunda semana de isolamento com o comércio paralisado pelo país e com sua capital, a Cidade do México, privada de seus alegres restaurantes, bares, cinemas e museus.

O ministro da Saúde, José Angel Cordova, reconheceu que os números são encorajadores, mas alertou que é muito cedo para afirmar que o país controlou a doença.

"Por enquanto é imprevisível", afirmou Cordova no fim de sexta-feira. "Precisamos de mais dias para ver como ela se comporta e se de fato há uma queda sustentável"

O novo vírus é somente a terceira doença infecciosa nos últimos dez anos que os especialistas consideram ter potencial pandêmico.

Os especialistas em saúde correm para desenvolver uma vacina para a gripe que está destruindo a indústria que transporta centenas de milhares de pessoas para dentro e fora do México toda semana.

A China suspendeu os voos ao México depois que autoridades de Hong Kong confirmaram na sexta-feira que um mexicano que passou pela cidade de Xangai estava infectado com a gripe.

HÓSPEDES DE HOTEL EM QUARENTENA

Policiais com máscaras cirúrgicas colocaram em quarentena 200 hóspedes e 100 funcionários dentro de um hotel em Hong Kong onde o mexicano, de 25 anos, ficou hospedado, afirmando que eles ficarão confinados por uma semana.

"Eles disseram que todo mundo deveria voltar aos seus quartos. Eu não quero ir ao meu quarto porque quero sair", afirmou um australiano no hotel a um repórter de TV por telefone.

Hong Kong foi fortemente atingida pelo vírus da SARS em 2003 e teve muitos episódios da gripe aviária, causada pelo H5N1, por mais de uma década.

O Banco de Desenvolvimento Asiático afirmou que está preparado para oferecer ajuda aos países na região para lidar com uma possível disseminação da gripe, assim como fez durante o surto de SARS.

Diversos países europeus confirmaram casos do vírus. Os Estados Unidos registraram 145 casos em 22 Estados.

(Reportagem adicional de Louise Egan, Anahi Rama e Tan Ee Lyn em Hong Kong, Laura MacInnis em Genebra e Silvia Aloisi em Roma)

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