O México recuperou 941 peças arqueológicas roubadas que estavam no Canadá e nos Estados Unidos, mas reclama a Washington e Europa a devolução de outras mil, declarou hoje o diretor do Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH), Alfonso de Maria y Campos.

Entre as peças recuperadas em Dallas, Arizona, Houston, McAllen, Toronto, entre outras cidades, há algumas que datam do ano 1.500 antes de nossa era, como a estátua de um homem lavrado em jade, e outras da época colonial.

Nos lotes recuperados também há arcos e pontas de flechas que pertenceram a "povos nômades do norte" do México e que presumivelmente foram saqueadas de sítios que nem sequer haviam sido inventariados pelo INAH.

O caso mais famoso de roubo de peças mexicanas é o relacionado à coleção do costarriquenho Leonard Patterson.

No dia 28 de abril passado a alfândega de Munique descobriu mais de mil peças em um contêiener enviado por Patterson da Espanha, e que continua ainda retido à espera de que o ministério de Assuntos Exteriores alemão atenda uma petição formal do governo mexicano reclamando a propriedade de 500 dos 1.200 objetos que compõem a mostra, avaliada em 64 milhões de euros.

Petterson havia exposto as peças na Espanha de onde conseguiu levá-las à Alemanha sem a permissão correspondente.

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